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Lições do 3º Trimestre
Lições do 3º Trimestre

 


 

LIÇÃO 1 - PAULO E A IGREJA EM FILIPOS
LIÇÕES BÍBLICAS - 3º Trimestre de 2013 - CPAD - Para jovens e adultos
Tema: Filipenses - A Humildade de CRISTO como exemplos para a Igreja.
Comentário: Pr. Elienai Cabral
Complementos, ilustrações, questionários e vídeos: Ev. Luiz Henrique de Almeida Silva
QUESTIONÁRIO
NÃO DEIXE DE ASSISTIR AOS VÍDEOS DA LIÇÃO ONDE TEMOS MAPAS, FIGURAS, IMAGENS E EXPLICAÇÕES DETALHADAS DA LIÇÃO

http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv.htm  

 
 
TEXTO ÁUREO
"E peço isto: que o vosso amor aumente mais e mais em ciência e em todo o conhecimento" (Fp 1.9).
 

VERDADE PRÁTICA
Paulo tinha uma grande afeição pelos irmãos de Filipos; por isso suas orações e ações de graças por essa igreja eram constantes.
 

LEITURA DIÁRIA
Segunda - Fp 1.3-6 A oração que inspira compromisso
Terça - Fp 1.7 A justiça provém do amor
Quarta - Fp 1.12-15 Tribulações por amor ao Evangelho
Quinta - Jo 15.4,5,8,16 O amor revela-se em obras
Sexta - Rm 12.9-21 O amor valida as boas obras
Sábado - Fp 4.14-19 O amor gera contentamento
 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Filipenses 1.1-11
 
 
 
Filipenses - Introdução e comentário - Ralph P. Martin, Ph. D. - Série Cultura Bíblica - Vida Nova - <www.vidanova.com.br>
 
SAUDAÇÃO DE PAULO 1:1,2
1:1 As primeiras linhas da carta indicam os nomes dos remetentes e recipientes, de acordo com as antigas convenções sobre a prática epistolar. Contudo, há uma riqueza de descrição envolvendo os nomes dos homens de DEUS, na fé cristã, que é singular, nesta carta.
Há um enunciado formal, enriquecido com significado teológico, pela simples inclusão dos nomes dos homens de DEUS.
Timóteo é incluído em face de sua associação com Paulo em seu cativeiro; 2:19-24 deixa bem claro, também, que Timóteo tinha uma ligação especial com os filipenses, e era o emissário de confiança, de Paulo, que brevemente seria enviado a Filipos. O nome dele é mencionado na saudação como abertura para a menção posterior dos planos de Paulo, no capítulo 2.
Paulo e Timóteo são chamados pelo título de servos de CRISTO JESUS, para ficar marcado seu senso de responsabilidade, sob a direção de DEUS.
Este título denota a autoridade que DEUS lhes deu para falarem e agirem em Seu nome, como Seus genuínos representantes. “Ser um servo, na linguagem religiosa do judaísmo, significava ser alguém escolhido por DEUS” (Lohmeyer, sobre 2:7).
“ servo de CRISTO JESUS”, que é um sinal de seu senso de autoridade apostólica (cf. 2 Co 10:8), o qual permeia toda a carta.
A comunidade cristã que veio a existir em seguida ao “evangelismo inicial” de Paulo, em Filipos (At 16:12ss.), é descrita como todos os santos em CRISTO JESUS que vivem em Filipos.
O plural é intencional, visto que este adjetivo, aplicado aos crentes em CRISTO, é encontrado em referência a um grupo, somente, na literatura do Novo Testamento.
Os crentes são santos em CRISTO JESUS, isto é, mediante sua união com Ele, que os reivindicou como Seu povo, e que se tornou a base de sua nova vida.
Paulo destaca, para menção especial, os bispos (RSV na margem, “supervisores”) e diáconos. Eles são líderes da congregação filipense.
Deveríamos ver na carta o prenúncio do surgimento de posições eclesiásticas, para as quais seriam nomeados homens seletos.
2. A invocação de graça. . . e paz junta, numa única frase, as duas palavras do grego e do hebraico, usadas em oração, que viriam desempenhar papel central na liturgia. No lugar da saudação costumeira (gr. chairein), Paulo vai ao equivalente grego da palavra, do VT, para misericórdia de DEUS (heb. hesedh) e acopla-a ao rico desejo hebraico para paz (heb.sãlôm). Isto resulta em “salvação para o homem integral, tanto do corpo como da alma”, e não apenas “prosperidade espiritual” (W. Foerster, TDNT ii, pp. 414s.). O dom de DEUS da “integralidade” vem de Sua graça, tomada conhecida em JESUS CRISTO, o Senhor, cujo nome aparece com freqüência nesta seção introdutória, dando ênfase saliente à carta pastoral de Paulo.
 
ORAÇÃO DE PAULO PELA IGREJA 1:3-11
3. As orações de Paulo são dignas de serem estudadas em diversos níveis. Paulo relaciona suas orações ao seu interesse pastoral pelas igrejas, e seu desejo de ver seus leitores atingir a maturidade em CRISTO.
Quanto à estrutura geral da carta, que inclui, após a saudação (1:1,2), os elementos de
(1) agradecimento (1:3-11),
(2) o corpo da carta, que incorpora uma abertura formal (1:12-18), argumentação teológica, tanto teórica (por ex.: 1:23; 6-26) como prática (por ex.: l:27ss.), conduzindo à promessa de uma parousia apostólica (2:24) e a seção de “viagens” (2:19-30),
(3) paraenesis (ou exortação) nos capítulos 3,4 e (4) elementos de fecho, como saudações, doxologia e bênção.
Estudos recentes têm demonstrado que suas orações conformam-se com um padrão estabelecido pela “forma litúrgica de orações da comunidade cristã”
Algumas características importantes desta estrutura são as ações de graças iniciais (de acordo com o modelo judeu hôdãvôt, título tirado da frase “eu te agradeço”, que é costumeiro nas orações judaicas, sendo evidente especialmente no rolo IQH de Qumran), e um tributo doxológico no final do período de Paulo. O versículo 11 tem a forma: “para a glória e louvor de DEUS”.
Um fator adicional deve ser mencionado, visto exercer considerável influência na tarefa da exegese, especialmente no versículo 3. O agradecimento introduz “o tema vital da carta”, ou aquilo que ele chama de “situação epistolar” (pp. 71,78).
“dou graças a meu DEUS por toda a recordação que tendes de mim”. A ocasião em que Paulo sentiu-se cheio de gratidão foi quando a generosidade da igreja filipense lembrou-se dele (sustentou-o) de maneira prática, com dádivas repetidas (4:15-17). Paulo expressa sua gratidão a DEUS pelo sustento dos filipenses, e isto, em seguida, é descrito como participação deles no evangelho, desde que primeiro se encontraram com Paulo, até a presente data.
4. fazendo sempre . . . súplicas por todos vós, em todas as minhas orações. Os filipenses lembraram-se de Paulo em suas necessidades. Em gratidão por este ativo interesse, bem recentemente demonstrado na chegada de Epafrodito, como mensageiro dele (4:18), Paulo louva a DEUS e, reciprocamente, assegura-lhes que está orando por eles. Mais ainda, ele ora com alegria. A alegria irrestrita de Paulo em meio aos sofrimentos é um dos temas de sua carta.
5. Ele fornece, agora, a segunda razão de sua gratidão. Ele dá graças pela vossa cooperação no evangelho. Esta frase introduz um dos termos de Paulo, koinõnia, cooperação. “cooperação”, neste versículo, é “compartilhamento da fé”. koinõnia, refere-se à participação num assunto, isenta de experiência subjetiva, uma “realidade objetiva”.
De modo alternativo, podemos, também, presumir que é difícil evitar-se a verificação de algum elemento subjetivo no elogio de Paulo à kainõnia filipense, não apenas no começo, mas, até o presente. Parece que isto concorda plenamente com o sentimento de 4:15. Eles haviam repetidamente mostrado interesse pelo evangelho, através de sua contínua ajuda a Paulo; é, pois, sua “generosidade” que está em vista.
Os paralelos são encontrados em Romanos 15:26 e 2 Coríntios 9:13, e a aplicação específica de sua atitude generosa é vista na expressão prática deles, naquilo que enviaram a Paulo, repetidamente, a fim de ajudar a obra do evangelho, isto é, a missão apostólica. Em 2 Coríntios 8:7 fala-se do sacrifício dos macedônios em suas dádivas, salientando-se, sobremaneira, sua constância e fidelidade, para com Paulo e seu trabalho.
6. desde o primeiro dia lembra a fundação da igreja de Atos 16. Paulo é lembrado de que a origem da igreja, embora proveniente de sua pregação e trabalhos pastorais, deve ser traçada diretamente a DEUS, que começou boa obra no meio deles. Paulo está suprindo uma cobertura teológica, para sua confiança em que a igreja filipense será preservada até o final dos tempos, até ao dia de CRISTO JESUS. Ele é levado a esta consideração ao refletir sobre como a igreja começou no primeiro dia.
7. Aliás, é justo que eu assim pense de todos vós. E adequado para Paulo que ele expresse esta convicção, como um assunto já estabelecido, em sua mente (o verbo pensar gr. phrotein) é uma palavra chave nesta epístola; significa uma combinação de atividades intelectuais e afetivas, que toca tanto a mente como o coração, e conduz a uma ação positiva).
Porque vos trago no coração. O relacionamento de Paulo com seus leitores é caloroso e terno. Ele prende a todos num abraço apertado, cheio de afeição (veja-se o v. 8).
Todos sois participantes da graça comigo. O fator mais importante, numa situação total que o inspira com confiança, a respeito do futuro da igreja, é que ele sabe que tanto ele próprio, como a igreja, são co-participantes de uma realidade comum, a graça de DEUS. Torna-se claro que tanto o apóstolo como a igreja são co-participantes de sofrimento e conflito; o inusitado é a percepção agora expressa, por Paulo, de que eles estão juntos, associados na graça divina. Mediante isto, a igreja é sustentada e encorajada a resistir. Graça aqui, tem o significado de força de DEUS tornada disponível para Seu povo, em sua fraqueza e necessidade (veja-se 2 Co 12:9).
As algemas de Paulo não foram uma punição que ele trouxera sobre si próprio. Ele era um prisioneiro em razão de sua vocação como apóstolo de CRISTO.  Paulo foi chamado, de maneira positiva, para “confirmar” a pregação, mediante sua declaração ousada e franca. A esperança firme de Paulo é que tanto ele quanto seus leitores estão seguros, sob a guarda de DEUS, podendo utilizar Seus recursos, mesmo estando ele em algemas, e prestes a testemunhar, durante o processo a que responde.
8. Pois minha testemunha é DEUS, da saudade que tenho de todos vós, na tema misericórdia de CRISTO JESUS. À medida que lemos este versículo, abre-se uma janela no profundo relacionamento de Paulo com seus convertidos. Ele abandona, de forma espantosa, o costume rabínico de evitar o uso do nome de DEUS numa assertiva tão solene, e invoca DEUS para ser testemunha de que ele nutre um profundo desejo de reunir-se a seus amigos em Filipos. O verbo grego epipothein, traduzido aqui por ter saudade, é freqüentemente usado por Paulo para denotar seu desejo de ver seus amigos crentes (Rm 1:11; 1 Ts 3:6; 2 Tm 1:4) . Este intenso anseio por estar reunido à igreja, em comunhão, e que evidentemente significava tanto para o apóstolo (veja-se 4:1, onde há um sentimento semelhante), é descrito, agora, como nada menos do que o amor de CRISTO expressando-se através de Paulo.  Ele confessa, aqui, que sua união com CRISTO não é um evento privativo, mas estende-se de modo a abraçar os crentes, também.
9. Entretanto, o anseio de Paulo por ver os filipenses deve, pelo menos no presente, ficar não-atendido. Ele espera que, mui brevemente, seja ele satisfeito (2:24). O confinamento numa prisão impede-o de realizar seu anseio de imediato. Assim, Paulo, mesmo à distância, cumpre um ministério pastoral de oração.
As orações de Paulo encorajam seus leitores a agir segundo o pedido contido nas orações. Amor neste contexto é, aparentemente, o amor mútuo entre os crentes (cf. 1 Ts 3:12; cf. 4:9). Contudo, é dom de DEUS, e sinal de Sua graça na era messiânica, que veio substituir a religião da Torah (cf. Collange). A oração de Paulo é para que os filipenses possam expressar seu amor em seus relacionamentos mútuos, à medida que vão reconhecendo aquilo que precisa ser feito, numa determinada situação e, em seguida, aplicar o conhecimento. Talvez seu olho já estivesse focalizando uma comunidade onde havia tendência para o egoísmo, desunião, e acusação mútua (2:2; 2:14; 4:lss.).
Uma das características tristes desta igreja era a confusão nos assuntos morais, que os tornava presa fácil dos mestres sectários, que são condenados no capítulo 3.
10. Dois resultados seguem-se pelo cultivo destas virtudes. Um deles é que os filipenses possam aprovar as coisas excelentes, e em seguida, ao nível do caráter cristão, que possam ser sinceros e inculpáveis, preparando-se para o dia escatológico da prova (Rm 2:16).
O verbo aprovar (gr. dokimazein) significa “pôr sob teste” (1 Ts 5:21) e depois “aceitar quando testado”, ou “aprovar”. Como termo comercial, era usado para denotar o teste de moedas. As que eram “aprovadas”, eram dinheiro genuíno, não-falsificado. A idéia de “teste” era, evidentemente, algo muito familiar, e favorito, para Paulo (veja-se Rm 12:2; 1 Co 3:13; 11:28; 2 Co 8:22; 13:5; G1 6:4; 1 Ts 2:4).
A idéia é que os leitores de Paulo possam ter a habilidade de discernir, e depois praticar, em suas vidas coletivas, como crentes, os assuntos realmente importantes do viver comunitário. Para o cristão, a Torah foi substituída pelo amor (v. 9), como critério importantíssimo para o julgamento moral.
A chamada aos filipenses é para serem sinceros e inculpáveis, simultaneamente. Talvez estes adjetivos devam ser tomados de modo complementar, o primeiro sugerindo um elemento positivo, de autenticidade, e o segundo, assegurando-lhes, negativamente, que não deveria haver falta em seu caráter.
Inculpáveis pode carregar um sentido transitivo: “que não causa ofensa” para outra pessoa (cf. 1 Co 10:32; At 24:16).
11. fruto de justiça é uma frase que pode ser entendida de duas maneiras diferentes, dependendo da força do genitivo. Primeiramente, significa: “fruto que consiste em estar relacionado retamente com DEUS”. Justiça é considerada como pertencendo “à estrutura da metáfora forense, comum, de Paulo — é a condição de absolvição que DEUS graciosamente concede através de CRISTO” (Houlden; cf. Collange). A maior parte dos comentaristas prefere outro ponto de vista, segundo o qual se deve ver na frase um sentido ético. Paulo está orando para que seus leitores vivam vidas que produzam uma colheita de qualidades morais, num viver correto, sendo isto o “fruto do ESPÍRITO” (G1 5:22), o qual é possível mediante a união com JESUS CRISTO (veja-se J. A. Ziesler, The Meaning of Righteousness in Paul, Cambridge, 1972, pp. 151, 203) .
A oração de Paulo encerra-se com uma nota que caracteriza as orações tanto dos judeus como dos primitivos cristãos. Para a glória e louvor de DEUS não faz parte da oração apostólica mas, é empréstimo litúrgico, adicionado para concluir o período de ação de graças.
 
Paulo e suas prisões:
Em Filipos esteve em prisão, junto com Silas (Atos 16:19). Também em Éfeso foi prisioneiro (Filipenses 1,23-26). De fato foi daquela prisão que escreveu aos filipenses e a Filemon. A sua vida é colocada definitivamente em perigo em Jerusalém, quando se arisca a ser linchado. É primeiro preso ali e depois transferido primeiro para Cesareia Marítima e finalmente para Roma, onde vive um tipo de “prisão domiciliar” , depois tem prisão mais severa e é finalmente condenado à morte, provavelmente depois do incêndio de Roma(Imperador Nero).
 
CARTA DO APÓSTOLO PAULO AOS FILIPENSES (BEP -CPAD)
Esboço
Introdução (1.1-11)
A. Saudações (1.1,2)
B. Ação de Graças e Oração pelos Filipenses (1.3-11)
I. As Circunstâncias em que Paulo se Encontrava (1.12-26)
A. O Avanço do Evangelho por Causa da Prisão de Paulo (1.12-14)
B. A Proclamação de CRISTO de Todas as Maneiras (1.15-18)
C. A Disposição de Paulo para Viver ou Morrer (1.19-26)
II. Assuntos de Interesse da Igreja (1.27—4.9)
A. Exortação de Paulo aos Filipenses (1.27—2.18)
1. À Perseverança (1.27-30)
2. À Unidade (2.1-2)
3. À Humildade e Prontidão em Servir (2.3-11)
4. À Obediência e à Conduta Irrepreensível (2.12-18)
B. Os Mensageiros de Paulo à Igreja (2.19-30)
1. Timóteo (2.19-24)
2. Epafrodito (2.25-30)
C. Advertência de Paulo a Respeito de Falsos Ensinos (3.1-21)
1. A Falsa Circuncisão Face à Verdadeira (3.1-16)
2. A Mentalidade Terrena Face à Espiritual (3.17-21)
D. Conselhos Finais de Paulo (4.1-9)
1. Firmeza e Harmonia (4.1-3)
2. Alegria e Eqüidade (4.4,5)
3. Liberdade da Ansiedade (4.6,7)
4. Controle da Mente e da Vontade (4.8-9)
Conclusão (4.10-23)
A. Reconhecimento e Gratidão por Ofertas Recebidas (4.10-20)
B. Saudações Finais e Bênção (4.21-23)
Autor: Paulo
Tema: Alegria de Viver por CRISTO
Data: Cerca de 62/63 d.C.

Considerações Preliminares
A cidade de Filipos, na Macedônia oriental, a 16 km do Mar Egeu, foi assim chamada em homenagem a Filipe II da Macedônia, pai de Alexandre Magno. Nos dias de Paulo, era uma cidade romana privilegiada, tendo uma guarnição militar.
A igreja de Filipos foi fundada por Paulo e sua equipe de cooperadores (Silas, Timóteo, Lucas) na sua segunda viagem missionária, em obediência a uma visão que DEUS lhe dera em Trôade (At 16.9-40). Um forte elo de amizade desenvolveu-se entre o apóstolo e a igreja em Filipos. Várias vezes a igreja enviou ajuda financeira a Paulo (2 Co 11.9; Fp 4.15,16) e contribuiu generosamente para a coleta que o apóstolo providenciou para os crentes pobres de Jerusalém (cf. 2 Co 8-9). Parece que Paulo visitou a igreja duas vezes na sua terceira viagem missionária (At 20.1,3,6).

Propósito

Da prisão (1.7,13,14), certamente em Roma (At 28.16-31), Paulo escreveu esta carta aos crentes Filipenses para agradecer-lhes pela sua oferta generosa, cujo portador foi Epafrodito (4.14-19) e para informá-los do seu estado pessoal. Além disso, escreveu para transmitir à congregação a certeza do triunfo do propósito de DEUS na sua prisão (1.12-30), para assegurar à igreja que o mensageiro por ela enviado (Epafrodito) cumprira fielmente a sua tarefa e que não estava voltando antes do devido tempo (2.25-30), e para levar os membros da igreja a se esforçarem para conhecer melhor o Senhor, conservando a unidade, a humildade, a comunhão e a paz.

Visão Panorâmica
Diferente de muitas das cartas de Paulo, Filipenses não foi escrita primeiramente devido a problemas ou conflitos na igreja. Sua tônica básica é de cordial afeição e apreço pela congregação. Da saudação inicial (1.1) à bênção final (4.23), a carta focaliza CRISTO JESUS como o propósito da vida e a esperança da vida eterna por parte do crente. Nesta epístola, Paulo trata de três problemas menores em Filipos: (1) O desânimo dos crentes ali, por causa da prisão prolongada de Paulo (1.12-26); (2) pequenas sementes de discórdia entre duas mulheres da igreja (4.2; cf. 2.2-4); e (3) a ameaça de deslealdade sempre presente entre as igrejas, por causa dos mestres judaizantes e dos crentes de mentalidade terrena (cap. 3). Em meio a esses três problemas em potencial, temos os ensinos mais ricos de Paulo sobre (1) alegria em meio a todas as circunstâncias da vida (e.g., 1.4,12; 2.17,18; 4.4,11-13), (2) a humildade e serviço cristãos (2.1-16), e (3) o valor incomensurável de conhecer a CRISTO (cap. 3).

Características Especiais
Cinco assuntos principais caracterizam esta epístola. (1) Ela é muito pessoal e afetuosa, refletindo assim o estreito relacionamento entre Paulo e os crentes Filipenses. (2) É altamente cristocêntrica, revelando a estreita comunhão entre Paulo e CRISTO (e.g., 1.21; 3.7-14). (3) Contém uma das declarações cristológicas mais profundas da Bíblia (2.5-11). (4) É preeminentemente a “Epístola da Alegria” no NT. (5) Apresenta um modelo de vida cristã dinâmica e resignada, inclusive o viver humilde e como servo (2.1-8); prosseguir com firmeza para o alvo (3.13,14); regozijar-se sempre no Senhor (4.4); libertar-se da ansiedade (4.6), contentar-se em todas as circunstâncias (4.11) e fazer todas as coisas mediante a potente graça de CRISTO (4.13).
 
capítulo 1
1.4 ALEGRIA. A alegria é parte integrante da nossa salvação em CRISTO. É paz e prazer interiores em DEUS Pai, Filho e ESPÍRITO SANTO, e na bênção que flui de nosso relacionamento com Eles (cf. 2 Co 13.14). Os ensinos bíblicos a respeito da alegria incluem: (1) A alegria está associada à salvação que DEUS concede em CRISTO (1 Pe 1.3-6; cf. Sl 5.11; 9.2; Is 35.10) e com a Palavra de DEUS (Jr 15.16; cf. Sl 119.14). (2) A alegria flui de DEUS como um dos aspectos do fruto do ESPÍRITO (Sl 16.11; Rm 15.13; Gl 5.22). Logo, ela não nos vem automaticamente. Nós a experimentamos somente à medida que permanecemos em CRISTO (Jo 15.1-11). Nossa alegria se torna maior quando o ESPÍRITO SANTO nos transmite um profundo senso da presença e do contato com DEUS em nossa vida (cf. Jo 14.15-21; ver 16.14). JESUS ensinou que a plenitude da alegria está intimamente ligada à nossa permanência na sua Palavra, à obediência aos seus mandamentos (Jo 15.7,10,11) e à separação do mundo (Jo 17.13-17). (3) A alegria, como deleite na presença de DEUS e nas bênçãos da redenção, não pode ser destruída pela dor, pelo sofrimento, pela fraqueza nem por circunstâncias difíceis (Mt 5.12; At 16.23-25; 2 Co 12.9). O REINO DE DEUS É PAZ, JUSTIÇA E ALEGRIA NO ESPÍRITO.
1.6 TENDO POR CERTO ISTO. A confiança de Paulo nos Filipenses, baseia-se não somente na boa obra que DEUS efetuou neles, como também no zelo e na abnegação deles em prol da fé (vv. 5,7; 4.15-18). A fidelidade de DEUS é uma bênção perene para o crente fiel, mas ela é ineficaz para com aqueles que resistem à sua graça (ver 2.13; 2 Tm 2.13).
1.9 A VOSSA CARIDADE AUMENTE... EM CIÊNCIA. A caridade, se procede de CRISTO, deve basear-se na revelação e no conhecimento bíblicos. (1) No NT, "ciência" (gr. epignosis) significa conhecimento espiritual no coração (no espírito) e não simplesmente no intelecto. Trata-se da revelação de DEUS, conhecida experimentalmente, incluindo a comunhão pessoal com Ele e não um simples conhecimento intelectual de fatos a respeito dEle (vv. 10,11; Ef 3.16-19). (2) Logo, conhecer a Palavra de DEUS (cf. Rm 7.1), ou conhecer a vontade de DEUS (At 22.14; Rm 2.18), subentende um conhecimento que se expressa na comunhão, na obediência, na vida e no andar com DEUS (Jo 17.3; 1 Jo 4.8). Conhecer a verdade teológica deve ter como objetivo o amor a DEUS e o livramento do pecado (Rm 6.6). "Em todo o conhecimento" significa o crente discernir o que é bom e o que é mau.
1.10 SINCEROS E SEM ESCÂNDALO ALGUM. "Sincero" significa "sem nenhuma mistura do mal"; "sem escândalo algum" significa "inculpável" diante de DEUS e dos homens. Tal santidade deve ser o alvo supremo de todo crente, tendo em vista a iminente volta de CRISTO. Somente com um amor abundante, derramado em nosso coração pelo ESPÍRITO SANTO (Rm 5.5; cf. Tt 3.5,6) e com fidelidade total à Palavra de DEUS, é que seremos "sinceros e sem escândalo algum até ao Dia de CRISTO".
1.16 PARA DEFESA DO EVANGELHO. DEUS deu a Paulo a tarefa importante de defender o conteúdo do evangelho, conforme o temos nas Escrituras. Semelhantemente, todos os crentes são conclamados a defender a verdade bíblica e a resistir àqueles que distorcem a fé (v. 27; ver Gl 1.9; Jd 3 ). As palavras de Paulo parecem estranhas aos pastores dos nossos dias, que não vêem a necessidade de "batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos" (Jd 3)
1.19 ESPÍRITO DE JESUS CRISTO. O ESPÍRITO SANTO que habita no crente é chamado o "ESPÍRITO de JESUS CRISTO" (Cf. At 16.7; Rm 8.9; Gl 4.6), porque é CRISTO quem outorga o ESPÍRITO ao crente, na sua conversão e é Ele quem subseqüentemente batiza o crente com o ESPÍRITO SANTO (ver At 1.8). Esse ESPÍRITO é o mesmo que ungiu a JESUS, a fim de trazer redenção ao mundo (ver Lc 4.18)
1.21 MORRER É GANHO. O verdadeiro crente, vivendo no centro da vontade de DEUS, não precisa ter medo da morte. Ele sabe que DEUS tem um propósito para o seu viver, e que a morte, quando ela vier, é simplesmente o fim da sua missão terrestre e o início de uma vida mais gloriosa com CRISTO (vv. 20-25; ver Rm 8.28)
1.27 NUM MESMO ESPÍRITO. A verdadeira essência da unidade do ESPÍRITO consiste em viver de modo digno (cf. Ef 4.1-3), permanecendo firme num só espírito e propósito (cf. Ef 4.3), combatendo lado a lado como guerreiros pela propagação e defesa do evangelho, segundo a revelação apostólica (v. 17; cf. Ef 4.13-15) e defendendo juntamente a verdade do evangelho contra aqueles que são "inimigos da cruz de CRISTO" (3.18). Observemos que "espírito", aqui, tem o sentido de disposição mental, ânimo, zelo, propósito, dedicação, diligência e não o espírito humano em si.
 
capítulo 2
2.3 POR HUMILDADE. Devido ao egocentrismo inato do homem caído, o mundo não tem em alta estima a humildade e a modéstia. A Bíblia, no entanto, com seu conceito teocêntrico do homem e da salvação, atribui máxima importância à humildade. (1) A humildade bíblica subentende a consciência das nossas fraquezas e a decisão de atribuir de imediato todo crédito DEUS e ao próximo, por aquilo que realizamos (Jo 3.27; 5.19; 14.10; Tg 4.6). (2) Devemos ser humildes porque somos simples criaturas (Gn 18.27); somos pecaminosos à parte de CRISTO (Lc 18.9-14) e não podemos jactar-nos de nada (Rm 7.18; Gl 6.3), a não ser no Senhor (2 Co 10.17). Logo, dependemos de DEUS para nosso valor e para nossa frutificação, e não podemos realizar nada de valor permanente sem a ajuda de DEUS e do próximo (Sl 8.4,5; Jo 15.1-16). (3) A presença de DEUS acompanha aqueles que andam em humildade (Is 57.15; Mq 6.8). Maior graça é dada aos humildes, mas DEUS resiste aos soberbos (Tg 4.6; 1 Pe 5.5). Os mais zelosos filhos de DEUS servem "ao Senhor com toda a humildade" (At 20.19). (4) Como crentes, devemos viver em humildade uns para com os outros, considerando-os superiores a nós mesmos (cf. Rm 12.3). (5) O oposto da humildade é a soberba, um senso exagerado da importância e da auto-estima da pessoa que confia no seu próprio mérito, superioridade e realizações. A tendência inevitável da natureza humana e do mundo é sempre à soberba, e não à humildade (1 Jo 2.16; cf. Is 14.13,14; Ez 28.17; 1 Tm 6.17).
2.5 HAJA EM VÓS O MESMO SENTIMENTO. Paulo enfatiza como o Senhor JESUS deixou a glória incomparável do céu e humilhou-se como um servo, sendo obediente até à morte para o benefício dos outros (vv. 5-8). A humildade integral de CRISTO deve existir nos seus seguidores, os quais foram chamados para viver com sacrifício e renúncia, cuidando dos outros e fazendo-lhes o bem.
2.6 SENDO EM FORMA DE DEUS. JESUS sempre foi DEUS pela sua própria natureza e igual ao Pai antes, durante e depois da sua permanência na terra (ver Jo 1.1; 8.58; 17.24; Cl 1.15,17; ver Mc 1.11; Jo 20.28). CRISTO, no entanto, não se apegou aos seus direitos divinos, mas abriu mão dos seus privilégios e glória no céu, a fim de que nós, na terra, fôssemos salvos.
2.7 ANIQUILOU-SE A SI MESMO. O texto grego do qual foi traduzida esta frase, diz literalmente, que ele "se esvaziou", i.e., deixou de lado sua glória celestial (Jo 17.4), posição (Jo 5.30; Hb 5.8), riquezas (2 Co 8.9), direitos (Lc 22.27; Mt 20.28) e o uso de prerrogativas divinas (Jo 5.19; 8.28; 14.10). Esse "esvaziar-se" importava não somente em restrição voluntária dos seus atributos e privilégios divinos, mas também na aceitação do sofrimento, da incompreensão, dos maus tratos, do ódio e, finalmente, da morte de maldição na cruz (vv. 7,8).
2.7 A FORMA DE SERVO... SEMELHANTE AOS HOMENS. Para trechos na Bíblia que tratam de CRISTO assumindo a forma de servo, ver Mc 13.32; Lc 2.40-52; Rm 8.3; 2 Co 8.9; Hb 2.7,14. Embora permanecesse em tudo divino, CRISTO tomou sobre si uma natureza humana com suas tentações, humilhações e fraquezas, porém sem pecado (vv. 7,8; Hb 4.15).
2.12 OPERAI A VOSSA SALVAÇÃO. Como crentes salvos pela graça, devemos concretizar a nossa salvação até o fim. Se deixarmos de fazê-lo, nós a perderemos. (1) Não desenvolvemos a nossa salvação por meros esforços humanos, mas por meio da graça de DEUS e do poder do ESPÍRITO SANTO que nos foram outorgados. (2) A fim de desenvolvermos a nossa salvação, devemos resistir ao pecado e atender os desejos do ESPÍRITO SANTO em nosso íntimo. Isso envolve um esforço contínuo e ininterrupto, de usar todos os meios determinados por DEUS para derrotarmos o mal e manifestarmos a vida de CRISTO. Sendo assim, concretizar a nossa salvação é concentrar-nos na importância da santificação (ver Gl 5.17). (3) Operamos a nossa salvação, chegando cada vez mais perto de CRISTO (ver Hb 7.25) e recebendo seu poder para querer e efetuar a boa vontade de DEUS (ver v. 13). Deste modo, somos "cooperadores de DEUS" (1 Co 3.9) para a nossa completa salvação no céu. (4) Desenvolver a nossa salvação é tão vital que deve ser feito "com temor e tremor".
2.12 TEMOR E TREMOR. Na salvação efetuada por CRISTO, Paulo vê lugar para "temor e tremor" da nossa parte. Todo filho de DEUS deve possuir um santo temor que o faça tremer diante da Palavra de DEUS (Is 66.2) e o leve a desviar-se de todo mal (Pv 3.7; 8.13). O temor (gr. phobos) do Senhor não é de conformidade com a definição freqüentemente usada, a mera "confiança reverente", mas inclui o santo temor do poder de DEUS, da sua santidade e da sua justa retribuição, e um pavor de pecar contra Ele e das conseqüências desse pecado (cf. Êx 3.6; Sl 119.120; Lc 12.4,5). Não é um temor destrutivo, mas um temor que controla e que redime e que aproxima o crente de DEUS, de suas bênçãos, da pureza moral, da vida e da salvação (cf. Sl 5.7; 85.9; Pv 14.27; 16.6).
2.13 DEUS É O QUE OPERA EM VÓS. A graça de DEUS opera nos seus filhos, para produzir neles tanto o desejo quanto o poder para cumprir a sua vontade. Mesmo assim, a obra de DEUS dentro de nós não é de compulsão, nem de graça irresistível. A obra da graça dentro de nós (1.6; 1 Ts 5.24; 2 Tm 4.18; Tt 3.5-7) sempre depende da nossa fidelidade e cooperação (vv. 12,14-16)
2.15 GERAÇÃO CORROMPIDA E PERVERSA. JESUS e os apóstolos enfatizaram que o mundo em que vivemos é uma "geração incrédula e perversa" (Mt 17.17; cf. 12.39; At 2.40). O povo deste mundo tem mentalidade errada, valores distorcidos, critérios imorais de vida e rejeitam as normas e padrões da Palavra de DEUS. Os filhos de DEUS devem separar-se do mundo e ser inculpáveis, puros de coração e irrepreensíveis, a fim de proclamarem ao mundo perdido a gloriosa redenção em CRISTO (Cf. 1 Jo 2.15).
2.17 E, AINDA QUE SEJA OFERECIDO... SOBRE O SACRIFÍCIO. O amor e a solicitude de Paulo pelos Filipenses era tão grande, que ele estava disposto a dar a sua vida por eles, como se fosse uma oferenda a DEUS. (1) Paulo não lastimaria; antes se regozijaria como a vítima do sacrifício, se assim os Filipenses passassem a ter mais fé em CRISTO e mais amor a Ele (cf. 2 Tm 4.6).
(2) Já que Paulo tinha tamanho amor sacrifical pelos seus filhos espirituais na fé, que sacrifícios e sofrimentos devemos estar dispostos a enfrentar em prol da fé dos nossos próprios filhos? Para que nossos filhos tenham uma vida inteiramente dedicada ao Senhor, se necessário for, devemos dar até a nossa vida como oferta ao Senhor que cita quinze passos que os pais devem observar para levar seus filhos a uma vida de piedade em CRISTO)
2.19 TIMÓTEO. Timóteo era um bom exemplo do que um ministro e missionário de DEUS deve ser. Era um estudante zeloso e obediente à Palavra de DEUS (2 Tm 3.15); um servo perseverante e digno de CRISTO (1 Ts 3.2); um homem de boa reputação (At 16.2), amado e fiel (1 Co 4.17), com solicitude genuína pelo próximo (v. 20), fidedigno (2 Tm 4.9,21) e dedicado a Paulo e ao evangelho (v. 22; Rm 16.21).
2.21 PORQUE TODOS BUSCAM O QUE É SEU. Há pastores que pregam, ensinam, pastoreiam ou escrevem, não com solicitude genuína pela propagação do evangelho, mas visando aos seus próprios interesses, honra, glória e prestígio. Ao invés de procurarem agradar ao Senhor JESUS, procuram agradar aos homens e conquistar o favor deles (1.15; 2.20,21; 2 Tm 4.10,16). Tais pastores não são verdadeiros servos do Senhor.
 
capítulo 3
3.2 CÃES... MAUS OBREIROS... CIRCUNCISÃO. A maior provação de Paulo era a tristeza que sentia e experimentava por causa dos que distorciam o evangelho de CRISTO. Seu amor a CRISTO, à igreja e à verdade redentora, era tão forte que o levou a opor-se energicamente àqueles que pervertiam a doutrina pura, e a descrevê-los como "cães" e "maus obreiros" (ver 1.17; Gl 1.9; cf. Mt 23). O termo grego "circuncisão", como é empregado por Paulo aqui, significa "mutiladores do corpo" e refere-se ao rito da circuncisão segundo o ensino dos falsos mestres judaizantes, afirmando que o sinal da circuncisão conforme o AT era necessário à salvação. Paulo declara que a verdadeira circuncisão é uma obra do ESPÍRITO no coração da pessoa, pela qual o pecado e o mal são cortados (v. 3; Rm 2.25-29; Cl 2.11).
3.8-11 PARA QUE POSSA GANHAR A CRISTO. Estes versículos revelam o coração do apóstolo e a essência do cristianismo. O maior anseio na vida de Paulo era conhecer a CRISTO e experimentar de modo mais íntimo sua comunhão e presença. Nessa busca vemos os seguintes aspectos: (1) Conhecer a CRISTO pessoalmente, bem como a seus caminhos, sua natureza e caráter, segundo a revelação da Palavra de DEUS. O verdadeiro conhecimento de CRISTO envolve ouvirmos a sua palavra, seguirmos o seu ESPÍRITO, atendermos a seus impulsos com fé, verdade e obediência, e identificar-nos com seus interesses e propósitos. (2) Ser achado em CRISTO (v. 9), i.e., ser unido e ter comunhão com Ele produz a justiça que somente é experimentada como dom de DEUS (1.10,11; 1 Co 1.30). (3) Conhecer o poder da sua ressurreição (v. 10), i.e., experimentar a renovação da vida espiritual, o livramento do poder do pecado (Rm 5.10; 6.4; Ef 2.5,6) e o poder do ESPÍRITO SANTO para levar a efeito um testemunho eficaz, a cura, os milagres e, finalmente, a nossa própria ressurreição dentre os mortos (v. 11; Ef 1.18-20). (4) Compartilhar das aflições de CRISTO mediante a abnegação, a crucificação da carne e o sofrimento por amor a CRISTO e à sua causa (cf. 1.29; At 9.16; Rm 6.5,6; 1 Co 15.31; 2 Co 4.10; Gl 2.20; Cl 1.24; 4.13)
3.9 A JUSTIÇA QUE VEM DE DEUS. A justiça do crente consiste, em primeiro lugar, em ser perdoado do pecado, justificado e aceito por DEUS, mediante a fé (ver Rm 4.5). (1) Nossa justiça, no entanto, é mais do que isso. A Palavra de DEUS declara que nossa justiça é CRISTO, o próprio Senhor JESUS, habitando em nosso coração (cf. 1.20,21; Rm 8.10; 1 Co 1.30; Gl 2.20; Ef 3.17; Cl 3.4); no AT o Messias é referido como o "Renovo justo" e "O SENHOR Justiça nossa" (ver Jr 23.5,6). Noutras palavras, a justiça que possuímos não é de nós mesmos, mas de JESUS, em quem colocamos a nossa fé (1 Co 1.30; Gl 2.20). Mediante a presença dEle em nós, tornamo-nos nEle "justiça de DEUS" (ver 2 Co 5.21). (2) O fundamento da nossa salvação e nossa única esperança de justificação é a morte sacrificial de CRISTO e seu sangue derramado no Calvário (Rm 3.24; 4.25; 5.9; 8.3,4; 1 Co 15.3; Gl 1.4; 2.20; Ef 1.7; Hb 9.14; 1 Pe 1.18,19; 1 Jo 4.10) e sua vida ressurreta dentro do nosso coração (ver Rm 4.22; Rm 4.25; 5.9,10; 8.10,11; Gl 2.20; Cl 3.1-3; ver Rm 4.22).
3.13 UMA COISA FAÇO. Paulo se acha qual um atleta numa corrida (cf. Hb 12.1), esforçando-se e correndo o máximo, totalmente concentrado no que faz, a fim de não ficar aquém do alvo que CRISTO estabeleceu para a sua vida. Esse alvo era a perfeita união entre Paulo e CRISTO (vv. 8-10), sua salvação final e sua ressurreição dentre os mortos (v. 11). (1) Era essa a motivação da vida de Paulo. Recebera um vislumbre da glória do céu (2 Co 12.4) e resolvera que sua vida inteira, pela graça de DEUS, estaria voltada para a resolução de avançar com toda determinação e finalmente chegar ao céu e ver CRISTO face a face (cf. 2 Tm 4.8; Ap 2.10; 22.4). (2) Semelhante determinação é necessária a todos nós. No decurso da nossa vida, há todos os tipos de distrações e tentações, tais como os cuidados deste mundo, as riquezas e os desejos ímpios, que ameaçam sufocar nossa dedicação ao Senhor (cf. Mc 4.19; Lc 8.14). Necessário é esquecer-se das "coisas que atrás ficam", i.e., o mundo iníquo e nossa velha vida de pecado (cf. Gn 19.17,26; Lc 17.32), e avançar para as coisas que estão adiante, a salvação completa e final em CRISTO.
3.18 INIMIGOS DA CRUZ DE CRISTO. Esses inimigos eram, segundo a melhor interpretação, crentes professos que estavam corrompendo o evangelho com suas vidas imorais e falsos ensinos. Uma das razões da grandeza de Paulo era que ele possuía convicções firmes, cujo coração ficava muito intranqüilo quando o evangelho era distorcido ou quando as pessoas a quem ele ministrava corriam perigo de deixar a fé (ver 3.2; Gl 1.9)
3.20 NOSSA CIDADE ESTÁ NOS CÉUS. O termo "cidade" aqui (gr. politeuma) significa "cidadania" ou "pátria". Paulo ressalta que os cristãos já não são cidadãos deste mundo: tornaram-se estranhos e peregrinos na terra (Rm 8.22-24; Gl 4.26; Hb 11.13; 12.22,23; 13.14; 1 Pe 1.17; 2.11). (1) No que diz respeito ao nosso comportamento, valores e orientação na vida, o céu é agora a nossa cidade. Nascemos de novo (Jo 3.3); nossos nomes estão registrados nos livros do céu (4.3); nossa vida está orientada por padrões celestiais, e nossos direitos e herança estão reservados no céu. (2) É para o céu que nossas orações sobem (2 Cr 6.21; 30.27) e para onde nossa esperança está voltada. Muitos dos nossos amigos e familiares já estão lá, e nós também estaremos ali dentro em breve. JESUS também está ali, preparando-nos um lugar. Ele prometeu voltar e nos levar para junto dEle (ver Jo 14.2,3 notas; cf. Jo 3.3; 14.1-4; Rm 8.17; Ef 2.6; Cl 3.1-3; Hb 6.19,20; 12.22-24; 1 Pe 1.4,5; Ap 7.9-17). Por essas razões, desejamos profundamente uma cidade melhor, ou seja: a cidade celestial. Por isso, DEUS não se envergonha de ser chamado nosso DEUS, e Ele já nos preparou uma cidade eterna (Hb 11.16)
 
capítulo 4
4.4 REGOZIJAI-VOS... NO SENHOR. O crente deve regozijar-se e fortalecer-se, meditando na graça do Senhor, sua presença e promessas (ver 1.4).
4.5 PERTO ESTÁ O SENHOR. Devemos crer que o Senhor poderá voltar a qualquer momento. A perspectiva do NT é de que a volta de JESUS é iminente (ver Lc 12.35-40); logo, devemos estar prontos, trabalhando e vigiando em todo tempo (Mt 24.36; 25.1-13; Rm 13.12-14).
4.6 NÃO ESTEJAIS INQUIETOS POR COISA ALGUMA. O melhor remédio para a preocupação é a oração, e isto pelas seguintes razões: (1) Mediante a oração, renovamos nossa confiança na fidelidade do Senhor, ao lançarmos nossas ansiedades e problemas sobre aquEle que tem cuidado de nós (Mt 6.25-34; 1 Pe 5.7). (2) A paz de DEUS vem guardar nossos corações e mentes, como resultado da nossa comunhão com CRISTO JESUS (vv. 6,7; Is 26.3; Cl 3.15). (3) DEUS nos fortalece, para fazermos todas as coisas que Ele quer que façamos (v. 13; 3.20; Ef 3.16). (4) Recebemos misericórdia, graça e ajuda em tempos de necessidade (Hb 4.16). (5) Temos certeza de que todas as coisas que DEUS permite que nos aconteçam concorrerão para o nosso bem (ver v. 11; Rm 8.28).
4.7 A PAZ DE DEUS GUARDARÁ OS VOSSOS CORAÇÕES. Quando invocamos a DEUS, com um coração posto em CRISTO e na sua Palavra (Jo 15.7), a paz de DEUS transborda em nossa alma aflita. (1) Essa paz consiste em uma tranqüilidade interior, que o ESPÍRITO SANTO nos transmite (Rm 8.15,16). Envolve uma firme convicção de que JESUS está perto, e que o amor de DEUS estará ativo em nossa vida continuamente. (Rm 8.28,32; cf. Is 26.3). (2) Quando colocamos diante de DEUS, em oração, as nossas inquietações, essa paz ficará como guarda à porta de nosso coração e de nossa mente, para impedir que os cuidados e angústias perturbem-nos a vida e a esperança em CRISTO (v. 6; Is 26.3,4,12; 37.1-7; Rm 8.35-39; 1 Pe 5.7). (3) Se o medo e a ansiedade retornarem, novamente a oração, a súplica e a ação de graças nos trarão a paz de DEUS que guarda os nossos corações. Voltaremos a sentir segurança, e nos regozijaremos no Senhor (v. 4)
4.8 TUDO O QUE É PURO. O crente deve fixar sua mente nas coisas verdadeiras, puras, justas, santas, etc. Que essa é uma condição prévia para experimentarmos a paz de DEUS e o livramento da ansiedade, fica claro no versículo 9. Se assim fizermos, "o DEUS de paz será convosco". O resultado de fixar nossas mentes nas coisas do mundo será a perda da alegria, da presença íntima e da paz de DEUS e, nossos corações sem proteção.
4.11 APRENDI A CONTENTAR-ME. O segredo do contentamento, da satisfação, é reconhecermos que DEUS nos concede, em cada circunstância, tudo quanto necessitamos para uma vida vitoriosa em CRISTO (1 Co 15.57; 2 Co 2.14; 1 Jo 5.4). Nossa capacidade de viver vitoriosamente acima das situações instáveis da vida provém do poder de CRISTO que flui em nós e através de nós (v. 13; ver 1 Tm 6.8). Isso não ocorre de modo natural; precisamos aprender na dependência de CRISTO.
4.13 POSSO TODAS AS COISAS NAQUELE... O poder e a graça de CRISTO permanecem no crente para capacitá-lo a fazer tudo quanto Ele o mandou fazer.
4.16 MANDASTES O NECESSÁRIO. A igreja Filipense era uma igreja missionária, que supria as necessidades de Paulo durante suas viagens (1.4,5; 4.15-17). Sustentar os missionários no seu trabalho em prol do evangelho, é obra dignificante e aceita por DEUS, "como cheiro de suavidade e sacrifício agradável e aprazível" a Ele (v. 18). Por isso, aquilo que damos para o sustento do missionário fiel, é considerado oferta apresentada a DEUS. Tudo que é feito a um dos irmãos, por pequeno que seja, é feito como ao próprio Senhor (Mt 25.40).
4.19 SUPRIRÁ TODAS AS VOSSAS NECESSIDADES. Paulo enfatiza o cuidado amoroso de DEUS Pai pelos seus filhos. Ele suprirá todas as nossas necessidades (materiais e espirituais), à medida que as apresentarmos diante dEle. O suprimento das nossas necessidades vem "por CRISTO JESUS". Somente em união com CRISTO e na comunhão com Ele é que podemos experimentar o provimento da parte de DEUS. Entre as muitas promessas das Escrituras que confere esperança e encorajamento ao povo de DEUS, no tocante ao seu cuidado, provisão e socorro, temos: Gn 28.15; 50.20; Êx 33.14; Dt 2.7; 32.7-14; 33.27; Js 1.9; 1 Sm 7.12; 1 Rs 17.6,16; 2 Cr 20.17; Sl 18.35; 23; 121; Is 25.4; 32.2; 40.11; 41.10; 43.1,2; 46.3,4; Jl 2.21-27; Ml 3.10; Mt 6.25-34; 14.20; 23.37; Lc 6.38; 12.7; 22.35; Jo 10.27,28; 17.11; Rm 8.28,31-39; 2 Tm 1.12; 4.18; 1 Pe 5.7.
 
 
RESUMO DAS LIÇÕES DO 3º TRIMESTRE DE 2013
 
LIÇÃO 1 - PAULO E A IGREJA EM FILIPOS
I. INTRODUÇÃO À EPÍSTOLA
1. A cidade de Filipos.
2. O Evangelho chega à Filipos.
3. Data e local da autoria.
II. AUTORIA E DESTINATÁRIOS
1. Paulo e Timóteo.
2. Os destinatários da carta: "todos os santos".
3. Alguns destinatários distintos: "bispos e diáconos".
III. AÇÃO DE GRAÇAS E PETIÇÃO PELA IGREJA DE FILIPOS (1.3-11)
1. As razões pela ação de graças.
2. Uma oração de gratidão (vv.3-8).
3. Uma oração de petição (vv.9-11).
a) Que o vosso amor aumente mais e mais em ciência e em todo o conhecimento (v.9).
b) Para que aproveis as coisas excelentes para que sejais sinceros e sem escândalo algum até ao Dia de CRISTO (v.10).
c) Cheios de frutos de justiça (v.11).
 
LIÇÃO 2 - ESPERANÇA EM MEIO À ADVERSIDADE
I. ADVERSIDADE: UMA CONTRIBUIÇÃO PARA A PROCLAMAÇÃO DO EVANGELHO 
1. Paulo na prisão.
2. Uma porta se abre através da adversidade.
II. O TESTEMUNHO DE PAULO NA ADVERSIDADE (1.12,13) 
1. O poder do Evangelho.
2. A preocupação dos Filipenses com Paulo.
3. Paulo rejeita a auto-piedade. 
III. MOTIVAÇÕES PARA A PREGAÇÃO DO EVANGELHO (1.14-18) 
1. A motivação positiva.
2. A motivação negativa.
IV. O DILEMA DE PAULO (1.19-22ss.) 
1. Viver para CRISTO.
2. Paulo supera o dilema. "Estar com CRISTO" e "viver na carne".  
 
LIÇÃO 3 - O COMPORTAMENTO DOS SALVOS EM CRISTO
I. O COMPORTAMENTO DOS CIDADÃOS DO CÉU (1.27)  
1. O crente deve "portar-se dignamente".
2. Para que os outros vejam.
3. A autonomia da vida espiritual.   
II. O COMPORTAMENTO ANTE A OPOSIÇÃO (1.28-30) 
1. O ataque dos falsos obreiros.
2. O objetivo dos falsos obreiros.
3. Padecendo por CRISTO.  
III. PROMOVENDO A UNIDADE DA IGREJA (2.1-4) 
1. O desejo de Paulo pela unidade.
a) Consolação de amor, comunhão no ESPÍRITO e entranháveis afetos e compaixões.
b) Mesmo amor, mesmo ânimo e sentindo uma mesma coisa.
2. O foco no outro como em si mesmo.
3. Não ao individualismo.  
 
LIÇÃO 4 - JESUS, O MODELO IDEAL DE HUMILDADE
I. O FILHO DIVINO: O ESTADO ETERNO DA PRÉ-ENCARNAÇÃO (2.5,6) 
1. Ele deu o maior exemplo de humildade.
2. Ele era igual a DEUS
3. Mas "não teve por usurpação ser igual a DEUS" (v.6). 
II. - O FILHO DO HOMEM: O ESTADO TEMPORAL DE CRISTO (2.7,8) 
1. "Aniquilou-se a si mesmo" (2.7).
2. Ele "humilhou-se a si mesmo" (2.8).
3. Ele foi "obediente até a morte e morte de cruz" (2.8). 
III. A EXALTAÇAO DE CRISTO (2.9-11) 
1. "DEUS o exaltou soberanamente" (2.9).
2. Dobre-se todo joelho.
3. "Toda língua confesse" (v.11).
 
LIÇÃO 5 – AS VIRTUDES DOS SALVOS EM CRISTO
I. A DINÂMICA DA SALVAÇÃO (2.12,13) 
1. O caráter dinâmico da salvação.
2. DEUS é a fonte da vida.
3. A bondade divina. 
II. OPERANDO A SALVAÇÃO COM TEMOR E TREMOR (2.12-16) 
1. "Fazei todas as coisas sem murmurações nem contendas".
a) Murmurações.
b) Contendas.
2. "Sejais irrepreensíveis e sinceros".
3. "Retendo a palavra da vida".
III. A SALVAÇÃO OPERA O CONTENTAMENTO E A ALEGRIA (2.17,18) 
1. O contentamento da salvação operada.
2. A alegria do povo de DEUS.
 
LIÇÃO 6 - A FIDELIDADE DOS OBREIROS DO SENHOR
I. - A PREOCUPAÇÃO DE PAULO COM A IGREJA
1. Paulo, um líder comprometido com o pastorado.
2. Paulo, o mentor de novos obreiros.
3. Paulo, um líder que amava a igreja. 
II. O ENVIO DE TIMÓTEO À FILIPOS (2.19-24)
1. Paulo dá testemunho por Timóteo.
2. O modelo paulino de liderança. Timóteo, Epafrodito e Tito
3. As qualidades de Timóteo (2.20-22). 
III. - EPAFRODITO, UM OBREIRO DEDICADO (2.25-30)
1. Epafrodito, um mensageiro de confiança.
2. Epafrodito, um verdadeiro missionário.
3. Paulo envia Epafrodito.
 
LIÇÃO 7 - A ATUALIDADE DOS CONSELHOS PAULINOS
I. A ALEGRIA DO SENHOR
1. Regozijo espiritual.
2. Exortação ao regozijo.
3. Alegria em meio às preocupações e aflição.
II. A TRÍPLICE ADVERTÊNCIA CONTRA OS INIMIGOS (3.2-4)
1. "Guardai-vos dos cães".
2. "Guardai-vos dos maus obreiros".
3. "Guardai-vos da circuncisão".
III. A VERDADEIRA CIRCUNCISÃO CRISTÃ (3.3)
1. A circuncisão no Antigo Testamento.
2. A verdadeira circuncisão não deixa marcas físicas.
3. A verdadeira circuncisão não confia na carne (3.3-7).
 
LIÇÃO 8 – A SUPREMA ASPIRAÇÃO DO CRENTE
I. A ASPIRAÇÃO PAULINA
1. "Prossigo para o alvo".
2. O sentimento de incompletude de Paulo.
3. O engano da presunção espiritual.
II. A MATURIDADE ESPIRITUAL DOS FILIPENSES (3.15,16)
1. Somos perfeitos (3.15)?
2. O cristão deve andar conforme a maturidade alcançada (3.16).
3. Exemplo a ser imitado (3.17).
III. A ASPIRAÇÃO CRISTÃ HOJE
1. A atualidade do desejo paulino.
2. O cristão deve almejar a maturidade espiritual.
3. Rejeitando a fantasia da falsa vida cristã.
 
LIÇÃO 9 - CONFRONTANDO OS INIMIGOS DA CRUZ DE CRISTO
I. EXORTAÇÃO À FIRMEZA EM CRISTO (3.17)
1. Imitando o exemplo de Paulo (v.17a).
2. O exemplo de outros obreiros fiéis (v.17b).
3. Tendo outro estilo de vida.
II. OS INIMIGOS DA CRUZ DE CRISTO (3.18,19)
1. Os inimigos da cruz (v.18).
2. "O deus deles é o ventre" (3.19).
3. "A glória deles" (3.19).
III. - O FUTURO GLORIOSO DOS QUE AMAM A CRUZ DE CRISTO (3.20,21)
1. "Mas a nossa cidade está nos céus" 
2. "Que transformará o nosso corpo abatido" (Fp 3.21). 
3. Vivendo em esperança.
 
LIÇÃO 10 - A ALEGRIA DO SALVO EM CRISTO
I. EXORTAÇÃO À ALEGRIA E FIRMEZA DA FÉ (4.1-3)
1. A alegria de Paulo.
2. A alegria nas relações fraternas. 
3. A alegria de ter os nomes escritos no Livro da Vida.
II. A ALEGRIA DIVINA SUSTENTA A VIDA CRISTÃ (4.4,5)
1. Alegria permanente no Senhor.
2. Uma alegria cuja fonte é CRISTO.
3. Uma alegria que produz moderação.  
III. A SINGULARIDADE DA PAZ DE DEUS (4.6,7)
1. A alegria desfaz a ansiedade e produz a paz.
2. Uma paz que excede todo o entendimento. 
3. Uma paz que guarda o coração e os sentimentos do crente.
 
LIÇÃO 11 - UMA VIDA CRISTÃ EQUILIBRADA
I. A EXCELÊNCIA DA MENTE CRISTÃ
1. Nossos pensamentos.
2. Pensando nas coisas eternas.
3. Agindo sabiamente.
II. O QUE DEVE OCUPAR A MENTE DO CRISTÃO (4.8)
1. "Tudo o que é verdadeiro e honesto".
2. "Tudo o que é justo".
3. "Tudo o que é puro e amável".
4. "Tudo o que é de boa fama".
III. A CONDUTA DE PAULO COMO MODELO (4.9)
1. Paulo, uma vida a ser imitada.
2. Paulo, exemplo de ministro.
3. O DEUS de paz.
 
LIÇÃO 12 - A RECIPROCIDADE DO AMOR CRISTÃO
I. AS OFERTAS DOS FILIPENSES COMO PROVIDÊNCIA DIVINA
 1. Paulo agradece aos Filipenses.
 2. Reciprocidade entre o apóstolo e a igreja.
 3. A igreja deve cuidar dos seus obreiros. 
 II. O CONTENTAMENTO EM CRISTO EM QUALQUER SITUAÇÃO
 1. O contentamento de Paulo. 
 2. "Sei estar abatido" (v.12).
 3. O contentamento desfaz os extremismos.
 III. A PRINCIPAL FONTE DO CONTENTAMENTO (4.13)
 1. CRISTO é quem fortalece.
 2. CRISTO é a razão do contentamento.
 3. O cumprimento da missão como fonte de contentamento.
 
LIÇÃO 13 - O SACRIFÍCIO QUE AGRADA A DEUS
I. A PARTICIPAÇÃO DA IGREJA NAS TRIBULAÇÕES DE PAULO (4.14)
1. Os filipenses tomam parte nas aflições do apóstolo.
2. O exemplo da igreja após o Pentecostes.
3. O padrão de amor para a Igreja.
II. REMINISCÊNCIA: O ATO DE DAR E RECEBER (4.15-17)
1. Paulo relembra o apoio dos filipenses.
2. O necessário para viver.
3. "Não procuro dádivas".
III. A OBLAÇÃO DE AMOR E SAUDAÇÕES FINAIS (4.18-23)
1. A oblação no Antigo Testamento.
2. A oblação e a generosidade dos filipenses.
3. Doxologia.  
 

LIÇÃO 2 - ESPERANÇA EM MEIO À ADVERSIDADE
LIÇÕES BÍBLICAS - 3º Trimestre de 2013 - CPAD - Para jovens e adultos
Tema: Filipenses - A Humildade de CRISTO como exemplos para a Igreja.
Comentário: Pr. Elienai Cabral
Complementos, ilustrações, questionários e vídeos: Ev. Luiz Henrique de Almeida Silva
QUESTIONÁRIO
NÃO DEIXE DE ASSISTIR AOS VÍDEOS DA LIÇÃO ONDE TEMOS MAPAS, FIGURAS, IMAGENS E EXPLICAÇÕES DETALHADAS DA LIÇÃO
http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv.htm  
Veja também http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/licao13-ada-1tr11-paulotestificadecristoemroma.htm
 

TEXTO ÁUREO
"Porque para mim o viver é CRISTO, e o morrer é ganho" (Fp 1.21).
 

VERDADE PRÁTICA
Nenhuma adversidade poderá reter a graça e o poder do Evangelho

LEITURA DIÁRIA
Segunda - At 16.23-25O louvor supera os açoites
Terça - 1 Pe 1.3-9Guardados pela fé
Quarta - Gl 5.16-21Guiados pelo ESPÍRITO no conflito
Quinta - Gl 5.22-26O fruto do ESPÍRITO garante vitória
Sexta - Fp 1.12-14A alegria na defesa do Evangelho
Sábado - Fp 1.15-21A motivação correta do anúncio

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Filipenses 1.12-21
12 E quero, irmãos, que saibais que as coisas que me aconteceram contribuíram para maior proveito do evangelho. 13 De maneira que as minhas prisões em CRISTO foram manifestas por toda a guarda pretoriana e por todos os demais lugares; 14 e muitos dos irmãos no Senhor, tomando ânimo com as minhas prisões, ousam falar a palavra mais confiadamente, sem temor. 15 Verdade é que também alguns pregam a CRISTO por inveja e porfia, mas outros de boa mente; 16 uns por amor, sabendo que fui posto para defesa do evangelho; 17 mas outros, na verdade, anunciam a CRISTO por contenção, não puramente, julgando acrescentar aflição às minhas prisões. 18 Mas que importa? Contanto que CRISTO seja anunciado de toda a maneira, ou com fingimento, ou em verdade, nisto me regozijo e me regozijarei ainda. 19 Porque sei que disto me resultará salvação, pela vossa oração e pelo socorro do ESPÍRITO de JESUS CRISTO, 20 segundo a minha intensa expectação e esperança, de que em nada serei confundido; antes, com toda a confiança, CRISTO será, tanto agora como sempre, engrandecido no meu corpo, seja pela vida, seja pela morte. 21 Porque para mim o viver é CRISTO, e o morrer é ganho.
 

1.16 PARA DEFESA DO EVANGELHO. DEUS deu a Paulo a tarefa importante de defender o conteúdo do evangelho, conforme o temos nas Escrituras. Semelhantemente, todos os crentes são conclamados a defender a verdade bíblica e a resistir àqueles que distorcem a fé (v. 27; ver Gl 1.9; Jd 3). As palavras de Paulo parecem estranhas aos pastores dos nossos dias, que não vêem a necessidade de "batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos" (Jd 3)
1.19 ESPÍRITO DE JESUS CRISTO. O ESPÍRITO SANTO que habita no crente é chamado o "ESPÍRITO de JESUS CRISTO" (Cf. At 16.7; Rm 8.9; Gl 4.6), porque é CRISTO quem outorga o ESPÍRITO ao crente, na sua conversão e é Ele quem subseqüentemente batiza o crente com o ESPÍRITO SANTO (ver At 1.8). Esse ESPÍRITO é o mesmo que ungiu a JESUS, a fim de trazer redenção ao mundo (ver Lc 4.18).
1.21 MORRER É GANHO. O verdadeiro crente, vivendo no centro da vontade de DEUS, não precisa ter medo da morte. Ele sabe que DEUS tem um propósito para o seu viver, e que a morte, quando ela vier, é simplesmente o fim da sua missão terrestre e o início de uma vida mais gloriosa com CRISTO (vv. 20-25; ver Rm 8.28).
 
Atos 28.30 -
PAULO FICOU DOIS ANOS INTEIROS. A história da igreja primitiva, escrita por Lucas, termina aqui. Paulo permaneceu em prisão domiciliar por dois anos. Tinha licença de receber visitas, às quais pregava o evangelho. O que aconteceu a Paulo depois, segundo geralmente se crê, é o que se segue. Durante esses dois anos, Paulo escreveu as Epístolas aos Efésios, Filipenses, Colossenses, e a Filemon. Em 63 d.C., aproximadamente, Paulo foi absolvido e solto. Durante uns poucos anos continuou seus trabalhos missionários, e talvez tenha ido até à Espanha, conforme planejara (Rm 15.28). Durante esse período, escreveu 1 Timóteo e Tito. Foi preso de novo cerca de 67 d.C., e levado de volta a Roma. 2 Timóteo foi escrita durante esse segundo encarceramento em Roma. A prisão de Paulo só terminou ao ser ele decapitado, sofrendo o martírio sob o imperador romano Nero.
 
RESUMO RÁPIDO:
I. ADVERSIDADE: UMA CONTRIBUIÇÃO PARA A PROCLAMAÇÃO DO EVANGELHO 
1. Paulo na prisão.
Paulo estava preso em Roma, aguardando julgamento. Se pudesse escolher morreria para estar com CRISTO, mas sabia que deveria ficar e esperar ser solto para continuara a pregar o evangelho.
2. Uma porta se abre através da adversidade. DEUS usou o sofrimento do apóstolo para que o Evangelho fosse anunciado de Roma para o mundo. Além de pregar aos soldados, recebia visitas. A igreja de Roma começou a pregar com coragem e escrevia cartas que seriam de grande importância no futuro.
II. O TESTEMUNHO DE PAULO NA ADVERSIDADE (1.12,13) 
1. O poder do Evangelho. N
enhum poder humano conterá a força do Evangelho, pois este é o poder de DEUS para salvação de todo aquele que crê. O evangelho cresce mesmo na cadeia, nas catacumbas, nas cavernas subterrâneas, etc... É DEUS quem comanda tudo.
2. A preocupação dos Filipenses com Paulo. Achavam que a sua prisão prejudicaria a causa cristã e que ele estaria frustrado por não pregar o evangelho e ainda atrapalhar a pregação do mesmo.
3. Paulo rejeita a auto-piedade. Para ele, o sofrimento no exercício do santo ministério era circunstancial e estava sob os cuidados de DEUS. Paulo sabia que aquele sofrimento era passageiro e no final dele, ou ele poderia sair e pregar o evangelho livremente ou morreria e estaria com CRISTO para sempre (bem mais feliz).
III. MOTIVAÇÕES PARA A PREGAÇÃO DO EVANGELHO (1.14-18) 
1. A motivação positiva. Ousam falar a palavra mais confiadamente. A pregação do evangelho em Roma estava quase parada pelo medo dos cristãos de serem mortos, mas com a prisão de Paulo e seu progresso na salvação das almas que o visitavam, a maioria deles tomou ânimo de pregarem também.
2. A motivação negativa. Pela teimosia, agiam por motivos errados. Usavam o exemplo da prisão de Paulo para se auto-declararem melhores cristãos do que ele. Pregavam livremente sem estarem por detrás das grades (cristão preso por cinco anos para eles era sinal de pecado).
IV. O DILEMA DE PAULO (1.19-22ss.) 
1. Viver para CRISTO.
Porque para mim o viver é CRISTO, e o morrer é ganho. Se fosse absolvido iria continuar sofrendo pelo evangelho em obediência a CRISTO; se fosse condenado lucraria mais, pessoalmente, pois, estaria para sempre com seu mestre, imediatamente.
2. Paulo supera o dilema. "Estar com CRISTO" e "viver na carne".  Nos versículos 25 e 26, ele entende que, se fosse posto em liberdade, poderia rever os irmãos de Filipos, e viver o amor fraterno pela providência do ESPÍRITO SANTO. Ele escolhe então o pior para ele - Ficar vivo aqui na Terra para continuara a pregar o evangelho. Assim JESUS fez - escolheu a CRUZ.
 
Comentários do livro - Atos - Introdução e Comentário - I. Howard Marshall - Série Cultura Bíblica - edições 1985,1988, 1991, 1999 e 2001 - Sociedade Religiosa Edições Vida Nova - SP
 
 
 
Paulo e os judeus em Roma (28:17-31).
O relato de Lucas acerca das atividades de Paulo em Roma silencia no que diz respeito a dois aspectos que acharíamos mais interessantes: o resultado do seu apelo a César, e seu relacionamento com a igreja cristã que já existia em Roma. Todo o interesse se centraliza nos contatos entre Paulo e os judeus não-cristãos. Convoca os representantes deles a se encontrarem com ele, e explica em termos resumidos como fora trazido a Roma como resultado de acusações que os judeus fizeram contra ele na Judéia; surge, assim, a oportunidade para ele explicar a natureza da mensagem cristã a estas visitas; suas palavras, no entanto, são recebidas de diversas maneiras. Quando estes judeus de Roma não conseguem chegar a um acordo entre si a respeito, Paulo se pronunciou claramente, condenando a cegueira e a obstinação deles em recusarem o evangelho, e, diante disto, declarou-se livre para levar aos gentios a mensagem da salvação. No decurso dos dois anos, mencionados por Lucas, Paulo pregava e ministrava aos gentios. Destarte, o quadro final que é mostrado ao leitor retrata o apelo final que Paulo fez aos judeus, e a sua aceitação de uma chamada aos gentios. A impressão que se transmite é que Paulo sentia, no decurso do seu ministério inteiro, o dever de ir primeiramente aos judeus, e que era somente quando estes recusavam a mensagem que ele ia aos gentios. Tudo isto harmoniza-se perfeitamente com a expressão, cheia de emoção, dos sentimentos de Paulo acerca da sua chamada em Romanos caps. 9-11. Além disto, leva ao clímax o livro inteiro, sendo que o programa missionário registrado em Atos 1:8 agora é levado a um ponto decisivo: o evangelho chegou à capital do Império Romano, e é proclamado aos gentios, sem impedimento; a igreja está à beira de expansão adicional, com a esperança de Paulo chegar à Espanha (Rm 15:24, 28) sempre presente nos planos, indicando a direção para maiores avanços. A igreja, portanto, recebe suas ordens de marcha: Roma é uma etapa no itinerário, e não o alvo final. Em princípio, está livre para deixar de preocupar-se com os judeus, pelo menos por enquanto (Lc 21 :24), e passar a dedicar-se aos gentios.
Lucas apresenta este quadro em termos da missão de Paulo. Os judeus em Roma recebem a oportunidade de corresponderem ao modo de Paulo entender o evangelho, muito embora já tivessem, decerto, alguma familiaridade com a mensagem dos cristãos que estavam em Roma já desde uma data bem antiga (At 2:10). Isto quer dizer que Lucas nada diz acerca da presença e atividade da igreja em Roma a não ser nos vv. 15-16 e, destarte, os leitores de Atos podem receber uma impressão inexata. É o mesmo tipo de relato concentrado que achamos no capítulo final do Evangelho, onde todas as aparições do JESUS ressurreto se apresentam como se fossem confirmadas a Jerusalém e seus arrabaldes, e como se tivessem ocorrido no Domingo da Páscoa, muito embora tivessem havido aparições noutros lugares, e o próprio Lucas mais tarde torne claro que continuaram no decurso de um período de quarenta dias.
17. A primeira ação de Paulo, uma vez estabelecido na sua nova moradia, é conclamar os principais dos judeus em Roma. Nossas informações acerca da comunidade judaica em Roma são insuficientes para sabermos precisamente quais são os oficiais aqui em mira. Paulo os convida a vir até ele, pois, segundo parece, não está livre para ir visitar a eles; sua situação é de prisão domiciliar. Dá-lhes as razões que o levaram a Roma. Declara que nada fizera contra o povo judaico, nem atacara seus costumes (cf. 25:8). Mesmo assim, os judeus o entregaram aos romanos. A linguagem se assemelha àquela que Lucas aplica a JESUS no Evangelho (Lc 18:32), e é possível que Lucas queira que seus leitores vejam um paralelo entre o destino de JESUS e o de Paulo. Tem sido alegado, outrossim, que Lucas contradiz sua história anterior, na qual os romanos arrebataram Paulo das mãos dos judeus. Lucas, porém, se ocupa com os essenciais da história, e não com os pormenores, e o relato aqui é uma representação correta de como os judeus passaram a processar Paulo diante de Félix e Festo, tendo em mira uma sentença romana para Paulo, por delitos que realmente seriam judaicos, por mais que os judeus tentassem alegar que Paulo era, na realidade, um perigo para Roma.
18. O inquérito que os romanos instauraram contra Paulo não substanciou as acusações dos judeus contra ele. Nada fizera que merecesse a morte, e, portanto, deveria ter sido inocentado e solto. Paulo disse que os romanos quiseram soltá-lo. Parece um pouco estranho. Na realidade, os governadores nenhuma tentativa fizeram para colocar Paulo em liberdade, e foi porque Festa queria julgá-Ia em Jerusalém que Paulo sentiu-se obrigado a apelar a César. Foi o rei Agripa que afirmou que Paulo poderia ser posto em liberdade se não tivesse apelado a César, e supõe-se que Festo concordou com ele naquela altura dos acontecimentos. A declaração de Paulo, portanto, é uma simplificação da narrativa anterior, e reflete o que se nos diz acerca dos desejos dos governadores, não fosse a pressão dos judeus.
19. A razão porque Paulo se sentiu compelido a apelar para César foi, segundo ele, a oposição dos judeus ao desejo dos romanos de o libertarem. Parece que se trata de uma alusão às acusações dos judeus, registradas em 25:2, 7, que levaram Festo a perguntar se Paulo estaria disposto a ser julgado em Jerusalém. Se for assim, devemos provavelmente entender que 25 :4-5 significa que se os judeus não tinham libelo formal contra Paulo, Festo o teria posto em liberdade; tal conceito é razoável, pois Festo deve ter considerado que os dois anos de detenção que Paulo já sofrera bastariam como castigo adequado se tivesse havido qualquer delito contra as leis especificamente judaicas. Assim, haveria harmonia entre os relatos registrados em Atos. Paulo deixa claro que não está atacando a nação judaica por causa do modo dos líderes agirem; este é um discurso de conciliação, e Paulo está concedendo que os judeus agiram dentro dos seus direitos se pensaram que ele havia feito alguma coisa errada.
20. Fora, portanto, para informar os judeus de Roma de modo exata acerca da situação que Paulo os convidara em conjunto. Isto porque a questão em pauta no seu julgamento, conforme insistira no decurso dos processos, era a natureza verdadeira da esperança de Israel, na vinda do Messias e na ressurreição. Estava, portanto, preso por ser um judeu leal; segundo o modo de Paulo encarar a situação, estava em cadeias romanas por esta razão.
21. Os judeus de Roma professavam completa ignorância acerca de Paulo e do caso dele. Não receberam quaisquer instruções de Jerusalém que pudesse dirigi-Ias numa representação da causa jurídica dos judeus contra Paulo, diante do fórum; além disto, nenhum mensageiro judaico, vindo de Jerusalém, trouxe qualquer relatório contrário a Paulo. Nisto nada há de estranhável. É improvável que os líderes judaicos tivessem dado andamento ao processo depois de ele ter sido transferido a Roma, porque teriam pouca ou nenhuma possibilidade de sucesso. Nenhuma comunicação oficial acerca de Paulo deve ter chegado aos judeus em Roma, portanto. É muito possível que os judeus em Roma preferissem manter ignorância do caso; decerto, não se esqueceram que disputas anteriores acerca do Messias levaram à sua expulsão temporária da cidade (18:2).
22. Mesmo assim, estavam interessados em saber o que Paulo diria em prol da sua própria causa. Sabiam alguma coisa acerca da seita (24:24) cristã, pois havia uma igreja ativa em Roma, e sabiam que ela era freqüentemente criticada. Supõe-se, também, que já ouviram falar de Paulo e da sua reputação como missionário de destaque, e tinham curiosidade suficiente para prestarem atenção àquilo que diria acerca de si e acerca das razões por que estava em má situação diante das autoridades em Jerusalém.
23. Foi marcado um dia apropriado para a reunião, e um grupo grande veio visitar Paulo.
O tema de Paulo não era a sua própria situação mas, sim, o evangelho. Fez uma exposição dele ao proclamar o reino de DEUS e ao persuadi-los a respeito de JESUS, baseando os seus argumentos nas declarações de Moisés e os profetas. O assunto, portanto, combinava os temas da pregação de JESUS e da mensagem apostólica acerca dEle, que formavam uma unidade: o domínio de DEUS era o domínio do agente de DEUS, o Messias, e eram os judeus que cumpriam este papel. Numa discussão com judeus, as Escrituras do Antigo Testamento forneciam a evidência principal, e o debate dependia da interpretação delas, e de se os fatos a respeito de JESUS poderiam ser encarados como sendo o cumprimento das profecias. Esta descrição da mensagem de Paulo corresponde a resumos gerais anteriores dos seus argumentos nas sinagogas (17:2-3; 18:5), e obviamente reflete a sua praxe normal.
24-25. O resultado foi o tipo de resposta mista que Paulo recebera em ocasiões anteriores. Alguns ficaram persuadidos pelo que ele dizia, mas nada se diz para sugerir que foram convertidos a uma aceitação pessoal da mensagem. Outros ficaram francamente sem convicção alguma. Assim desfez-se a reunião, com os judeus argumentando entre si. Foram embora, e não há, tampouco, sugestão alguma de que quaisquer deles ficaram suficientemente interessados para voltarem numa ocasião posterior. Antes da partida deles, no entanto, Paulo pronunciou uma palavra final. Declarou que o ESPÍRITO SANTO falara a verdade acerca deles nas palavras que Isaias originalmente dirigira aos antepassados deles; era um caso de "tal pai, tal filho". A citação era uma daquelas que mais familiarmente se empregava na igreja primitiva. Fora empregada por JESUS (Lc 8:10; cf. Mt 13:1315; Mc 4:12); e é citada por João (Jo 12:39-40), e o próprio Paulo a empregara na sua Epístola aos Romanos (Rm 11 :8). Aqui, como em Mateus 13: 14-15, temos o texto inteiro da citação de Isaías 6:9-10, segundo a LXX. É possível que Lucas tenha deliberadamente abreviado o dito de JESUS que incorporou em Lucas 8:10, a fim de preservar o pleno efeito para o presente contexto.
26-27. Diz-se ao povo de DEUS que, por muito que venha a ouvir e ver, nunca entenderá nem perceberá o que DEUS lhe diz. Este é um julgamento divino sobre ele porque ele mesmo tornou seu coração impérvio à Palavra de DEUS; deixou com que se tornasse surdo e cego por causa de ter medo de ouvir e ver a perturbadora Palavra de DEUS e, assim, de receber livramento da parte de DEUS. A Palavra de DEUS traz consigo o diagnóstico do pecado, que é doloroso de se escutar e aceitar, mas, ao mesmo tempo, fere a fim de curar. Uma vez que a pessoa deliberadamente recusa a Palavra, chega a um ponto em que é despojada da capacidade para recebê-Ia. Esta é uma advertência severa às pessoas que não levam a sério o evangelho.
28. Tendo em vista estes fatos, os judeus devem tomar nota solene do fato de que a mensagem da salvação agora está sendo enviada aos gentios, e que estes corresponderão mais favoravelmente à oferta. Duvida-se que esta é uma rejeição definitiva dos judeus. As cartas de Paulo certamente indicam que esperava no tempo certo uma mudança de coração da parte deles (Rm 11 :25-32). É bem possível que Lucas, também, entendesse assim a situação.
26.2 Seja como for, a missão cristã dedica aos gentios toda a sua atenção, por enquanto. Paulo já não se sente obrigado a ir "primeiramente aos judeus", e é bem possível que Lucas aqui o apresente como um exemplo a ser seguido pela igreja em geral.
30. Durante dois anos, Paulo continuou a morar na sua própria habitação. A frase "às suas próprias expensas" (ARA e ARC: "que alugara") dá a entender que tinha alguma fonte de renda; os prisioneiros podiam, em certas circunstâncias, exercer as suas próprias profissões. A tradução alternativa, na sua própria casa, que alugara, talvez .expresse com exatidão a situação resultante. O importante é que Paulo não estava numa prisão comum, mas, sim, continuava no modo de vida descrito em v. 16. Embora não tivesse liberdade de movimentos, nem por isso deixava de atuar como missionário cristão, pois as pessoas podiam vir visitá-lo; Paulo podia escrever acerca do "evangelho pelo qual estou sofrendo até algemas, como malfeitor; contudo, a palavra de DEUS não está algemada" (2 Tm 2:9).
 
 
O que aconteceu no fim dos dois anos? A implicação é que alguma coisa alterou-se a esta altura.
Paulo foi julgado e inocentado, ou o governo romano abriu mão do processo contra ele.
Paulo passou a desfrutar um período de liberdade antes de voltar a ser preso e, finalmente, executado. É esta a impressão que se obtém das Epístolas Pastorais. Existem muitas discussões sobre o tema, pois o único evento sobre o qual há unanimidade é que Paulo foi executado pelos romanos.
Seja qual for a verdade, o destino de Paulo é secundário, comparado com o progresso do evangelho. A descrição final mostra Paulo pregando aos gentios a mesma mensagem que pregara no decurso da história em Atos, e isto com intrepidez e sem impedimento. A implicação é que as acusações contra Paulo eram falsas e que o próprio DEUS estava apoiando a sua proclamação. Nada que os homens são capazes de fazer é suficiente para impedir o progresso e vitória final do evangelho.

 
A AMBIÇÃO DE PAULO PELO EVANGELHO - Filipenses 1:12-26 - John Macarthur - Comentário Filipenses
Aqui o dominante interesse de Paulo em ver CRISTO proclamado. Ele alimenta esta ambição não simplesmente como um indivíduo particular, mas como um apóstolo, cujas atuais circunstâncias de confinamento estão ligadas ao destino do evangelho, cuja mensagem ele foi encarregado de proclamar. Por esta razão, ele devota grande parte de seus escritos à insistência em que o evangelho não está em perigo, por causa de sua prisão, e também à explicação sobre por que ele sofre — como que refutando a insinuação de que ele não é um verdadeiro apóstolo, visto que está sofrendo. Ele passa por cima de muitas questões sobre suas circunstâncias pessoais, que nos interessariam ver esclarecidas. O principal assunto (para Paulo) não está em dúvida: CRISTO está sendo proclamado, e Sua mensagem será pregada, seja qual for o destino de Paulo, como prisioneiro.
12. A linguagem do versículo dá a entender que Paulo desejava assegurar aos filipenses que tudo estava bem com ele. Talvez tivessem manifestado alguma preocupação quanto a ele, através da visita de Epafrodito (2:25). Seu interesse se focaliza em entregar uma declaração de defesa pessoal de seu apostolado, e em relatar o progresso do evangelho. O termo grego traduzido por progresso (gr. prokopé) significa, mais especificamente, “avanço a despeito de obstruções e perigos que bloqueiam o caminho do viandante”.
13. Paulo vai mais longe, mostrando como a obra missionária progrediu, a despeito da terrível oposição externa. Sua prisão tomou-se conhecida de todos ao seu redor, e todos reconhecem que ele é um prisioneiro por causa de sua entrega à causa de CRISTO, isto é, ele não é um malfeitor civil, nem preso político. Tampouco é seu trabalho apostólico posto em dúvida somente porque ele é um apóstolo sofredor. Bem ao contrário.
...De toda a guarda pretoriana e de todos os demais — eis a esfera em que o testemunho de Paulo é eficiente. A segunda parte da frase refere-se, claramente, a pessoas, e assim fixa o significado de praitõrion (palavra emprestada do latim, praetorium, ao grego). Refere-se, pois, não à residência imperial, ou à do governador, mas, à guarda do imperador, ou à corte pretoriana estacionada na metrópole.
14. Como segunda conseqüência das notícias de sua prisão, outras pessoas dentro da comunidade cristã estão recebendo novo estímulo para o trabalho de evangelização. O texto grego da frase a maioria dos irmãos indica um contraste com o grupo de pessoas mencionadas no versículo anterior. Os crentes descobriram uma nova fonte de energia (tomando-se estimulados no Senhor) e são encorajados, pelo exemplo de Paulo, a falar mais ousadamente, em testemunho da palavra de DEUS, isto é, a mensagem apostólica.
Outra interpretação do texto abre-nos uma visão diferente. Esta leva-nos a tomar a frase de Paulo, no grego (hoi pleiones), e fazê-la significar “a maioria” (mas, não todos) em referência aos pregadores cristãos no lugar do cativeiro de Paulo. Isto significaria que nem todos ficaram positivamente estimulados pela presença de Paulo, o apóstolo aprisionado, o que daria lugar a uma divisão, mencionada nos versículos 15-17. Seja qual for o caso, são pregadores cristãos (irmãos); este título suporta a primeira interpretação, segundo a qual a presença de Paulo, e seu comportamento na prisão exerceram efeito salutar sobre a comunidade cristã em geral, ao seu redor.
15-17. Eis uma seção importante da carta, que suscita diversidade de interpretações. Parece haver alguma tensão com o versículo anterior, 14. Ali, Paulo escrevera aprovando entusiasticamente os pregadores que se fortaleceram pelo testemunho do apóstolo, na prisão, e que se lançaram, então, em ativa obra missionária. Agora, ele precisa comentar, tristemente, que nem todos estão motivados pelas melhores intenções. Alguns efetivamente proclamam a CRISTO por inveja e porfia, movidos por motivos de discórdia, insinceramente, julgando suscitar tribulação às minhas cadeias.
Paulo não condena a substância de sua pregação. A triste observação do apóstolo refere-se aos motivos por que pregam a CRISTO.
Parece que se objetiva um grupo de pregadores cristãos que desdenham de Paulo, porque ele é um apóstolo em cadeias; eles se inspiram em pensamentos de inveja e animosidade contra Paulo, porque parece que ele colocou em dúvida a mensagem cristã, por sua fraqueza, como prisioneiro, e prejudicou seu progresso no mundo. A porfia deles, contudo, não é dirigida contra o apóstolo, pessoalmente; ao invés disso, eles apresentam uma estratégia missionária, rival, que excede em poder, comprova sua reivindicação mediante um triunfalismo sobre toda e qualquer oposição, e gloria-se no sucesso. Com efeito, eles vêem a si mesmos como “homens de DEUS”, semelhantes aos professores e pregadores itinerantes, religiosos, os quais eram figuras familiares no mundo antigo greco-romano. O mérito desta interpretação é que ela ilumina outras referências à situação de Paulo na cidade de sua detenção.
A réplica de Paulo é multifacetada. Ele é grato pela lealdade daqueles que vêem o verdadeiro significado de sua prisão. Ele ainda está ativo, testemunhando, e é sua fidelidade ao evangelho apostólico que lhe trouxe aqueles sofrimentos (v. 16). Ele está incumbido por DEUS (o gr. keimai é um termo teológico, que enfatiza que seu trabalho é determinado por comissão divina (cf. Lc 2:34; 1 Ts 3:3; possivelmente 1 Jo 5:19) e não está aqui devido a qualquer ação temerária (alegação que poderia bem ter circulado), nem porque ele esteja isento de sofrimento, como os “verdadeiros apóstolos” poderiam alegar.
18. Assim, ele resume sua reação à situação criada por um segmento hostil da igreja ao redor. Todavia, que importa? Sua única preocupação é a pregação de CRISTO; este fato enche-o de alegria, tanto pelo presente como pelo futuro.
19. sim, sempre me regozijarei. Renova-se aquela expectativa de alegria futura. Paulo retorna, agora, ao assunto de seu destino, como prisioneiro, ou pelo menos ao seu desejo de ser uma testemunha, em seu confinamento. Seu regozijo está baseado, não em algum cálculo humano, mas, em sua confiança na ajuda de DEUS. Nesta esfera, pode ele contar com dois tipos de assistência: uma delas é humano (vossa súplica), enquanto a outra vem diretamente de DEUS (pela provisão do ESPÍRITO de JESUS CRISTO). Paulo exprime com tocante minúcia ambos os tipos de assistência que ele, com alegria, pode avocar. A súplica dos filipenses (gr. deèsis) é resposta à sua súplica a favor deles (v. 4). A provisão (ARC, socorro) do ESPÍRITO SANTO sugere um revestimento, e fortalecimento de sua vida, de tal forma que sua coragem não lhe falhará; e nem será, seu testemunho, prejudicado (v. 20), seja qual for o resultado do processo contra ele. A ajuda do ESPÍRITO é nada menos que o poder de CRISTO disponível para Seu povo (E. Schweitzer, TDNT vi, p. 417).
Mediante esta ajuda combinada, Paulo espera obter sua libertação, (gr. sõtèria). A palavra é equivalente à sua expectativa no tribunal. Ele espera que sua confiança em DEUS seja honrada, e seu testemunho da fidelidade divina será confirmado pela virada dos eventos. Mas, isto não é a mesma coisa que a esperança de libertação da prisão, porque no versículo seguinte ele entrevê a possibilidade da morte.
Paulo tem confiança em que, quer seja ele absolvido ou não, sua posição em CRISTO será sustentada; Jó expressou confiança semelhante, de que sua confiança seria validada por DEUS (13:18).
A presença de Paulo no tribunal, durante o processo, perante seus juízes (veja-se o v. 7), será, também, uma ocasião para sustentação do evangelho. Nessa ocasião, será ele sustentado pelo ESPÍRITO que JESUS prometera aos discípulos, quando levados perante seus acusadores (Mc 13:11; Lc 12:11,12).
20. segundo a minha ardente expectativa e esperança. Paulo ainda mantém seu olho no futuro, no tempo da prova que há de vir. Uma perspectiva que encheria a maioria das pessoas com pressentimentos e alarmes, é, de fato, ardentemente aguardada por Paulo. A palavra apoka- radokia (ardente expectativa) é bastante pitoresca, denotando um estado de antecipação viva do futuro, o esticar do pescoço para captar um vislumbre daquilo que jaz à frente, “a esperança intensa, concentrada, que ignora outros interesses (apo), e força-se para a frente, como que esticando a cabeça (kara, dokein)” . É, assim, uma atitude positiva para com aquilo que o futuro possa trazer, um significado comprovado no uso secular do verbo grego.
A perspectiva alegre de Paulo é governada por várias considerações. Ele confia em que sua coragem não sucumbirá ao temor; ao contrário, ele deseja que sua prova seja enfrentada com nova coragem (gr. parrhèsia, literalmente: “ousadia ao falar em público”). Acima de tudo, ele almeja que seja CRISTO engrandecido. O contraste: em nada ... envergonhado... o Senhor glorificado (gr. megalynthèsetai) é comum no Saltério do VT, e no rolo Hinário de Qumran, por ex.: IQH 4.23s.:
Eles não me estimam [para que Tu possas] manifestar Teu poder (isto é, fazer-Te grande) através de mim.
Tu Te tens revelado a mim, em Teu poder, como perfeita Luz, e não tens coberto minha face com vergonha. Cf. Vermes, p. 162).
A honra de CRISTO será alcançada, continua Paulo, numa sublime indiferença para com aquilo que a nós parece, hoje, assuntos de suma importância, quer pela vida, quer pela morte. Tanto um como outro destino têm que ver com sua existência física; contudo, é muito provável que Paulo diz no meu corpo, incluindo sua vida total, como ser humano responsável, e servo de DEUS (cf. Rm 12:1, quanto ao sentido inclusivo de sõma, denotando “o homem todo, e não apenas uma parte. .. [e também] a esfera em que o homem serve”:
21-24. Agora, numa série de declarações contrastantes, que poderiam ser dispostas em paralelismos, Paulo apresenta as alternativas que se lhe deparam. O esquema está cuidadosamente delineado sob a forma de manchetes, mas a sintaxe que tornaria o texto inteiramente inteligível, como se fora uma peça redatorial unificada, está partida. Entretanto, o esboço daquilo que estava na mente de Paulo é bem claro, como se vê:
a. Vida: para mim é CRISTO (v. 21a)
b. Morte: é lucro (v. 21 b)
c. Vida: se o viver.. . (v. 22)
d. Morte: estou... tendo o desejo de partir e estar com CRISTO (v. 23)
e. Vida: minha responsabilidade pastoral exige minha contínua presença (v. 24)
Cada uma destas declarações encaixa-se numa corrente progressiva de pensamento, à medida que a mente de Paulo vai levantando as possibilidades. Em certo sentido, ele está sopesando apenas assuntos teóricos, porque sua vida ainda está sob risco, e sob a misericórdia de seus captores. Entretanto, como cristãos, e como apóstolo, ele sabe que sua vida gravita na esfera do controle soberano e providencial, de DEUS, onde nenhuma força maligna pode tocá-lo, senão mediante permissão divina. A verdadeira questão resume-se em decidir que tipo de “libertação” (v. 19) é melhor esperar. Se as orações dos filipenses, em prol de sua sobrevivência, forem atendidas, pode Paulo esperar um prolongamento de sua obra missionária (fruto para o meu trabalho), e uma possível volta a Filipos, para reassumir seus vínculos pastorais com a igreja ali (v. 26). Se, entretanto, o veredicto lhe é desfavorável, significará sentença de morte, o fim de sua vida aqui. Mas, este pensamento não causa horror a Paulo, visto que muitos “fins” desejáveis seriam atingidos mediante este evento: seu martírio será lucro, porque CRISTO será honrado, neste ato, e Sua mensagem proclamada (v. 21), e seu anseio pessoal será atendido quando ele entrar em comunhão mais profunda com seu Senhor, além do véu (v. 23).
A escolha deriva de um dilema genuíno, como a pressão de forças opostas. Ele está “fechado dos dois lados” (tradução de Lightfoot para o v. 23). O verbo synechomai sugere a idéia de controle total, submissão a forças que, neste caso, são tão bem equilibradas, em sua competição, que Paulo está sob pressão igual de ambos os lados e não pode libertar-se. Se a questão fosse deixada à sua inclinação natural, a opção seria clara: ele escolheria a morte (partir) como um mártir (o aoristo infinito to apothanein tem em vista tal destino) e assim, estar com CRISTO.
Partir (gr. analysaí) não deve ser interpretado como um anseio por imortalidade, a qual os gregos procuravam atingir mediante o derramamento do corpo físico, permitindo, assim, que o espírito escapasse de sua prisão. A metáfora do verbo poderia ter sido emprestada da terminologia militar (retirar-se do campo), como no exemplo do exército de Antíoco, na retirada da Pérsia (II Mac. 9:1 usa o verbo), ou da linguagem náutica: libertar o barco de suas amarras, para que saia velejando. Contudo, o pano de fundo geral, mais imediato, não é o debate filosófico, grego, a respeito da imortalidade da alma, que procura libertar-se do corpo, à hora da morte, (cf. a versão judaica em Tob. 3:6), mas a esperança de uma união mais íntima com CRISTO, para o que não existe paralelo adequado na antigüidade (segundo Gnilka). Estar com CRISTO expressa sua esperança de “pessoalmente ‘estar com CRISTO’ . . . consistindo na comunhão pessoal entre CRISTO e o apóstolo” . O paralelo mais próximo está em 2 Co 5:1-10.
Na experiência humana, aquela união com CRISTO, pela fé, inicia-se com a obediência ao Seu chamado, expressa na fé e exemplificada na confissão batismal. No ensino de Paulo é tão íntimo o elo que liga o crente ao Seu Senhor (por ex.: 1 Co 6:17), que a morte não pode rompê-lo. Ao contrário, a morte o introduz numa comunhão ainda mais profunda, de tal maneira que Paulo pode dizer, na verdade, numa comparação de muita força, que esta união além-morte, é incomparavelmente melhor, um fim almejado com devoção. O advérbio triplo em grego (literalmente: “antes muito melhor”) significa “sem comparação, o melhor”, isto é, um superlativo super-enfático.
Contudo, Paulo é guiado por desejos não-pessoais. Seu pensamento “centralizado na cruz” relaciona-se não tanto à imortalidade pessoal, ou ao interesse pelo além, mas ao interesse pelo trabalho de CRISTO, e à fidelidade à Sua palavra (Collange). O altruísmo pastoral de Paulo rebrilha quando ele volta à situação de seu “cuidado por todas as igrejas” (ou “preocupação com todas as igrejas” 2 Co 11:28 ARA). É mais necessário, por vossa causa (pensamento que inclui os filipenses, mas não se limita a eles) que sua vida seja poupada, para poder continuar.
25-26. E, convencido disto, estou certo de que ficarei, e permanecerei com todos vós. Estes versículos contêm uma nota que sugeriu, a alguns comentaristas, que Paulo está expressando nova confiança, com respeito a seu futuro. Versículos anteriores, neste capítulo (20,23) estão pesados com a perspectiva de martírio iminente, parecendo que a morte estava ali na esquina. “Paulo. . . bem no íntimo de seu coração, antecipava nenhum outro destino senão a morte” (J. H. Michael). A questão é, pois, se sua perspectiva mudou, no versículo 25, de modo que ele contempla, agora, a probabilidade da sobrevivência, após o processo, e o retorno a Filipos (v.26).
O que é mais certo é que a volta de Paulo a Filipos, e sua retomada do pastorado, enquanto fosse possível, ajudaria os filipenses. Talvez Paulo tem esperança de sobreviver até a parousia de CRISTO.
Pelo menos, asseguraria sua assistência no caminho de seu progresso (a mesma palavra de 1:12) e gozo da fé. A última frase é um toque humano que ilustra a força do laço que unia o apóstolo e a comunidade. Sua presença com eles aumentaria o gozo deles, visto que a vida comum deles era uma fonte de alegria e satisfação para o apóstolo (1:4;4:1). Então, eles teriam imensas razões para exultação, pelo fato de suas orações por seu livramento terem sido atendidas (v. 19), e o testemunho de Paulo ter sido mantido (v. 20).


OBJETIVOS - Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
Saber que as adversidades podem contribuir para a expansão do Evangelho.
Explicar as motivações de Paulo para a pregação do Evangelho.
Compreender que o significado da vida consiste em vivermos para o Evangelho
 
RESUMO DA LIÇÃO 2 - ESPERANÇA EM MEIO À ADVERSIDADE
I. ADVERSIDADE: UMA CONTRIBUIÇÃO PARA A PROCLAMAÇÃO DO EVANGELHO 
1. Paulo na prisão.
2. Uma porta se abre através da adversidade.
II. O TESTEMUNHO DE PAULO NA ADVERSIDADE (1.12,13) 
1. O poder do Evangelho.
2. A preocupação dos Filipenses com Paulo.
3. Paulo rejeita a auto-piedade. 
III. MOTIVAÇÕES PARA A PREGAÇÃO DO EVANGELHO (1.14-18) 
1. A motivação positiva.
2. A motivação negativa.
IV. O DILEMA DE PAULO (1.19-22ss.) 
1. Viver para CRISTO.
2. Paulo supera o dilema. "Estar com CRISTO" e "viver na carne".  
 
SINOPSE DO TÓPICO (1)
A prisão de Paulo foi uma porta aberta para a proclamação do Evangelho.
SINOPSE DO TÓPICO (2)
O testemunho de Paulo na adversidade pode ser observado pela sua rejeição a auto-piedade e a sua fé no poder do Evangelho.
SINOPSE DO TÓPICO (3)
Foi o Criador quem planejou o matrimônio, uma união indissolúvel e permanente (Gn 2.24).
SINOPSE DO TÓPICO (4)
O dilema de Paulo era, imediatamente, "estar com CRISTO" ou "viver na carne" para edificar os filipenses.

VOCABULÁRIO
Locupletarem: Enriquecerem; encherem em demasia; fartarem.

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA
PEARLMAN, Myer. Epístolas Paulinas: Semeando as Doutrinas Cristãs. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1998.
ZUCK, Roy B (Ed.). Teologia do Novo Testamento. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2008.

SAIBA MAIS
Revista Ensinador Cristão
CPAD, nº 55, p.37.
 
 

 
LIÇÃO 3 - O COMPORTAMENTO DOS SALVOS EM CRISTO
LIÇÕES BÍBLICAS - 3º Trimestre de 2013 - CPAD - Para jovens e adultos
 
Tema: Filipenses - A Humildade de CRISTO como exemplos para a Igreja.
Comentário: Pr. Elienai Cabral
Complementos, ilustrações, questionários e vídeos: Ev. Luiz Henrique de Almeida Silva
 
QUESTIONÁRIO
 
NÃO DEIXE DE ASSISTIR AOS VÍDEOS DA LIÇÃO ONDE TEMOS MAPAS, FIGURAS, IMAGENS E EXPLICAÇÕES DETALHADAS DA LIÇÃO
http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv.htm  
 
 
 
 
 
TEXTO ÁUREO
"Somente deveis portar-vos dignamente conforme o evangelho de CRISTO, para que, quer vá e vos veja, quer esteja ausente, ouça acerca de vós que estais num mesmo espírito, combatendo juntamente com o mesmo ânimo pela fé do evangelho" (Fp 1.27).
 
 
 
 

VERDADE PRÁTICA
O Evangelho de CRISTO produz em cada crente um comportamento digno e santo diante de DEUS e do mundo.
 
 
 
 

LEITURA DIÁRIA
Segunda - Fp 1.27-30 Um chamado ao Evangelho
Terça - Fp 2.1-4 Um chamado à unidade
Quarta - Jo 10.7-18 O chamado do Bom Pastor
Quinta - Sl 15 Um chamado à santidade
Sexta - Hb 4.14-16 Um chamado a confiar em CRISTO
Sábado - 1 Co 12.12 Em JESUS somos um.
 
 
 
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Filipenses 1.27-30; 2.1-4
 
Filipenses 1.27-30
 
27 Somente deveis portar-vos dignamente conforme o evangelho de CRISTO, para que, quer vá e vos veja, quer esteja ausente, ouça acerca de vós que estais num mesmo espírito, combatendo juntamente com o mesmo ânimo pela fé do evangelho. 28 E em nada vos espanteis dos que resistem, o que para eles, na verdade, é indício de perdição, mas, para vós, de salvação, e isto de DEUS. 29 Porque a vós vos foi concedido, em relação a CRISTO, não somente crer nele, como também padecer por ele, 30 tendo o mesmo combate que já em mim tendes visto e, agora, ouvis estar em mim.
 
 
Filipenses 2.1-4
 
1 Portanto, se há algum conforto em CRISTO, se alguma consolação de amor, se alguma comunhão no ESPÍRITO, se alguns entranháveis afetos e compaixões, 2 completai o meu gozo, para que sintais o mesmo, tendo o mesmo amor, o mesmo ânimo, sentindo uma mesma coisa. 3 Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo. 4 Não atente cada um para o que é propriamente seu, mas cada qual também para o que é dos outros.
 
 
 
1.27 NUM MESMO ESPÍRITO. A verdadeira essência da unidade do ESPÍRITO consiste em viver de modo digno (cf. Ef 4.1-3), permanecendo firme num só espírito e propósito (cf. Ef 4.3), combatendo lado a lado como guerreiros pela propagação e defesa do evangelho, segundo a revelação apostólica (v. 17; cf. Ef 4.13-15) e defendendo juntamente a verdade do evangelho contra aqueles que são "inimigos da cruz de CRISTO" (3.18). Observemos que "espírito", aqui, tem o sentido de disposição mental, ânimo, zelo, propósito, dedicação, diligência e não o espírito humano em si.
 
 
2.3 POR HUMILDADE. Devido ao egocentrismo inato do homem caído, o mundo não tem em alta estima a humildade e a modéstia. A Bíblia, no entanto, com seu conceito teocêntrico do homem e da salvação, atribui máxima importância à humildade.
 
(1) A humildade bíblica subentende a consciência das nossas fraquezas e a decisão de atribuir de imediato todo crédito a DEUS e ao próximo, por aquilo que realizamos (Jo 3.27; 5.19; 14.10; Tg 4.6).
 
(2) Devemos ser humildes porque somos simples criaturas (Gn 18.27); somos pecaminosos à parte de CRISTO (Lc 18.9-14) e não podemos jactar-nos de nada (Rm 7.18; Gl 6.3), a não ser no Senhor (2 Co 10.17). Logo, dependemos de DEUS para nosso valor e para nossa frutificação, e não podemos realizar nada de valor permanente sem a ajuda de DEUS e do próximo (Sl 8.4,5; Jo 15.1-16).
 
(3) A presença de DEUS acompanha aqueles que andam em humildade (Is 57.15; Mq 6.8). Maior graça é dada aos humildes, mas DEUS resiste aos soberbos (Tg 4.6; 1 Pe 5.5). Os mais zelosos filhos de DEUS servem "ao Senhor com toda a humildade" (At 20.19).
 
(4) Como crentes, devemos viver em humildade uns para com os outros, considerando-os superiores a nós mesmos (cf. Rm 12.3).
 
(5) O oposto da humildade é a soberba, um senso exagerado da importância e da auto-estima da pessoa que confia no seu próprio mérito, superioridade e realizações. A tendência inevitável da natureza humana e do mundo é sempre à soberba, e não à humildade (1 Jo 2.16; cf. Is 14.13,14; Ez 28.17; 1 Tm 6.17).
 
 
Novo Comentário Bíblico Contemporâneo - Filipenses - F. F. Bruce - Série Cultura Bíblica - SOCIEDADE RELIGIOSA EDIÇÕES VIDA NOVA - São Paulo - SP - 12ª edição 2002 - resumo
 
EXORTAÇÃO À COMUNIDADE 1:27-30
A mente de Paulo dirigiu-se à possibilidade de ver a comunidade Filipenses mais uma vez. O criticismo que se segue indica que Paulo decidiu dar conselhos diretos, mesmo em sua ausência forçada. Freqüentemente ele expressa o pensamento de sua presença pessoal com as igrejas, mesmo não podendo estar com elas, em pessoa (1 Co 5:3; Cl 2:5). No caso dos filipenses, ele tem em mente a necessidade de adverti-los contra o espírito sectário, e egoísta, e também oferecer-lhes algum encorajamento, no conflito que aparentemente estavam enfrentando. A ênfase paulina recai sobre a necessidade de unidade, humildade, e de cerrar fileiras contra os perigos externos que os ameaçam. Tudo isto é bem claro.
É razoável julgar que parte do problema dentro da igreja era a perda de confiança, em face do sofrimento não esperado. Em 2:14 há uma advertência contra “murmurações” e “contendas”. Ambos os termos indicam queixas e perplexidades à vista do que aconteceu à igreja, há pouco.
 
A descrição que Paulo faz de si mesmo, como mártir que se sacrifica em prol das igrejas, aumenta a agudez de seu apelo (2:17).
O principal ensino da resposta de Paulo é a demonstração de como os planos de DEUS incluem o sofrimento das igrejas (1:29), e como a natureza da vocação cristã recebeu seu modelo do próprio Senhor encarnado (2:6-11). Ele percorreu um caminho de auto-humilhação, rejeição e obediência até a morte, antes de chegar à exaltação. A vida da igreja é, pois, cruciforme, visto que ela se deriva dAquele que exemplificou o padrão do “morrer para viver”; e o apelo e exortação de 2:5 é para que os filipenses deixem sua vida comunitária tomar uma forma que demonstre o reconhecimento de que este é seu destino, como membros do corpo de CRISTO, “em CRISTO JESUS”.
O Senhor sofredor, e o apóstolo sofredor, juntos, provam que não há absolutamente nada de incoerente, nem inconsistente, no “destino dos cristãos como comunidade perseguida, inserida num mundo hostil (2:15); isto deveria ser um antídoto eficaz contra o espírito extremamente agitado e rebelde que parecia presente em Filipos. O tom de Paulo é semelhante ao de seu apelo em 1 Ts 3:3,4: “ninguém se inquiete com estas tribulações. “Porque vós mesmos sabeis que estamos designados para isto; pois, quando ainda estávamos convosco, predissemos que íamos ser afligidos, o que de fato aconteceu, e é do vosso conhecimento”.
a. A necessidade de unidade e de coragem em face da perseguição (1:27-30).
27. um só espírito ... uma só alma. “Uma coisa só” é como Barth traduz a palavra grega usada por Paulo (mononj; a admoestação vai “erguida como um dedo em riste”. Paulo deseja para eles, como membros de igreja em Filipos, a mais alta qualidade de vida comunitária, estabelecida pelo padrão de sua fidelidade ao evangelho de CRISTO. A vida da comunidade é comparada à cidadania (gr. politeia) desfrutada pelos cidadãos de Roma, no mundo antigo. Desta maneira, o verbo usado por Paulo (gii. Potiteuesthe) deve ser traduzido de modo a exaltar este sentido. “Cumpri vossas obrigações como cidadãos” (a ARA traz: “vivei”). É muito provável que Paulo esteja usando o verbo técnico a fim de chamar os filipenses à sua dupla responsabilidade: eles se orgulhavam de ser tratados sob a ius Italicum, como cidadãos do império, tendo privilégios para usufruir e responsabilidades a cumprir. Deve eles lembrar-se, também, de que são cidadãos de um reino celestial (3:20), e a conduta deles na igreja, e no mundo, deve ser determinada pelo fato de serem membros, ou cidadãos, do reino de CRISTO na terra. O mesmo pensamento ocorre a Policarpo em sua carta aos Filipenses: “Se formos Seus cidadãos dignos (gr. politeusõmetha axiõs), também com Ele reinaremos” (5.2).
A noção de um padrão digno, de conduta, é freqüente na correspondência paulina, como parte de sua determinação ética dirigida às igrejas (1 Ts 2:12; Rm 16:2; Cl 1:10; Ef 4:1). Aqui é o evangelho que estabelece a norma ética. Evangelho não é o registro escrito, mas a mensagem proclamada. A essência do apelo de Paulo é, como diz Gnilka, “vivei como pessoas convertidas”, tanto dentro da igreja, como lá fora, no mundo. Este é o ansioso desejo de Paulo para eles, mesmo não podendo estar pessoalmente ao lado deles.
A compreensão de Paulo da luta da igreja contra os poderes hostis é bem realista. A seção que compreende os versículos 27-30 é rica de termos militares: estais firmes (resolutos como soldados plantados em seus postos; Lohmeyer, p. 75. n.2, publica a evidência deste sentido do verbo); lutando (associa-se com campanha militar, em batalha, ou com arena, onde os gladiadores lutavam em combate de vida ou morte; cf. 2 Tm 2:5); pelos adversários, humanos ou demoníacos: o mesmo combate (gr. agón) como o que Paulo havia conhecido à época de sua primeira visita à cidade deles (1 Ts 2:2, onde Paulo usa o mesmo substantivo) e, talvez, tenha sofrido, há pouco, quando redigiu a carta (Cl 2:1, se esta carta pertence ao mesmo período de sua vida.
O desafio aos filipenses é para ficarem firmes em um só espírito, como uma só alma, lutando juntos pela fé evangélica. Eles seriam capazes de vencer plenamente, na batalha, não pela fé deles, mas por sua fidelidade ao ensino apostólico, o qual evidentemente estava sob fogo inimigo, em Filipos; isto, a despeito de a presença de Paulo entre eles não ser possível.
29. Porque vos foi concedida (por DEUS) a graça de padecerdes por CRISTO, e não somente de crerdes nele. Esta magnífica declaração é apresentada como uma teodicéia, para ajudar os filipenses a compreenderem, pelo menos em parte, seus sofrimentos. Portanto, os filipenses não deveriam perturbar-se por causa de suas experiências amargas, como se DEUS os tivera esquecido, ou estivesse zangado com eles. Ao contrário, o verbo (gr. echaristhè) lembrá-los-ia de que até mesmo estas provações vêm a eles como uma dádiva da graça de DEUS (gr. charis). Somente pela fé, que vem pela graça, pode o sofrimento ser considerado um privilégio (Gnilka).
A comunhão com um CRISTO sofredor (padecerdes por CRISTO) necessariamente pressupõe co-participação em Seu destino, e que a compreensão paulina da vida cristã insiste em que não há maneira de conhecer-se essa vida, em sua verdadeira expressão, senão mediante a identificação pessoal com o CRISTO que foi exposto a todos os riscos e mazelas de um mundo cruel. Paulo já está tacitamente contra-atacando o falso ensino que considerava o sofrimento apostólico, e o dos crentes, como uma intrusão desnecessária, e que acredita que os crentes já teriam direito a um estado de bem-aventurança. Paulo retruca que a marca distintiva do crente é a cruz.
 
30. Os leitores da epístola se lembrariam bem das circunstâncias do combate de Paulo, que haviam presenciado à época em que a igreja deles havia sido fundada (At 16:22ss.; 1 Ts 2:2). Eles teriam tido conhecimento, também, de registros posteriores das experiências de Paulo “quando ele partiu da Macedônia” (4:15s.). Assim ele apela para aquilo que ouvis que é o meu. Não deveríamos excluir seu combate atual, que para ele é ainda mais sério, visto tê-lo levado face a face com a morte (1:20; 2:17). Os filipenses, sem dúvida, estavam imaginando como estava o apóstolo no cativeiro (1:12). Sua carta vai tranqüilizá-los pelo menos quanto a este respeito. Embora seu combate (gr. agón) seja feroz, e Paulo enfrente momentosas questões de vida ou morte, ele sabe que seu ministério apostólico está nas mãos de DEUS, e que o resultado final será a “libertação” (1:19, porque sua esperança está posta em DEUS (cf. 2 Co 1:8-10). É precisamente esta esperança que ele oferece aos filipenses, porquanto estão engajados no mesmo combate, e poderão vir a conhecer a mesma confiança.
 
 
Comentários John Macarthur
 
Conduta ideal para a Igreja(Filipenses 1:27–30) - resumo
 
Não importa o que aconteça, exerçam a sua cidadania de maneira digna do evangelho de CRISTO, para que assim, quer eu vá e os veja, quer apenas ouça a seu respeito em minha ausência, fique eu sabendo que vocês permanecem firmes num só espírito, lutando unânimes pela fé evangélica, sem de forma alguma deixar-se intimidar por aqueles que se opõem a vocês. Para eles isso é sinal de destruição, mas para vocês de salvação, e isso da parte de DEUS; pois a vocês foi dado o privilégio de, não apenas crer em CRISTO, mas também de sofrer por ele, já que estão passando pelo mesmo combate que me viram enfrentar e agora ouvem que ainda enfrento. (1:27–30).
 
A igreja de Filipos estavam com alguns problemas graves. Como todas as igrejas de todas as idades, que precisavam estar em guarda contra os falsos mestres (3:2) e repudiar aqueles na congregação que eram "inimigos da cruz de CRISTO" (3:17-18). O apostolo sabia que não levaria muito tempo até que, mesmo uma igreja fiel, cair na indiferença e, eventualmente, em erro moral e doutrinário. Paulo convida os filipenses a manter seu compromisso espiritual, para continuar a se comportar de uma maneira que seja consistente com o poder do evangelho. Independentemente do que aconteceria a ele, ele implorava para que se conduzissem de maneira digna do evangelho de CRISTO, ... se eu for vê-los ou permanecer ausente. O que realmente importava era a sua conduta consistente e santa. "Provai-vos e vos torneis irrepreensíveis e inocentes, filhos de DEUS acima de qualquer suspeita no meio de uma geração corrompida e perversa, entre a qual aparecem como luzes no mundo, retendo a palavra da vida, para que no dia de CRISTO eu tenha motivo para me gloriar, por não ter corrido em vão, nem labutado em vão "(2:15-16).
 
Politeuomai (conduta), é o verbo principal nos versos 27-30, que em grego forma uma única frase. Ela vem da raiz da palavra polis (cidade), que em épocas anteriores geralmente se referiam às cidades-estado, para que os habitantes lhe dessem a sua lealdade primária. O verbo tem o significado básico de ser um cidadão. Mas, por implicação, significa ser um bom cidadão, aquele cujo comportamento traz honra ao corpo político ao qual se pertence. Filipos teve a distinção de ser uma colônia romana (Atos 16:12), uma posição altamente privilegiada que deu os seus habitantes muitos dos direitos dos cidadãos de Roma. Essas colônias se consideravam "povo romano" -  tinham grande orgulho de tal associação. Eles deram sua fidelidade incondicional a Roma e ao imperador, vestido-se como romanos, usando  nomes romanos, e falando latim, a língua oficial de Roma.
 
Paulo pode ter tido esse sentimento de dedicação em mente no uso do termo politeuomai (conduzir). Se os cidadãos de Filipos eram tão devotados a honra de seu reino humano, quanto mais deveriam ser crentes dedicados ao reino de CRISTO (cf. Col. 1:12-13)? Portanto, Paulo ordenou-lhes para se comportarem de uma maneira digna do evangelho de CRISTO, para viver como cidadãos fiéis do céu (cf. 3:20). A igreja, embora imperfeita e temporal, é a manifestação terrena do reino perfeito e eterno do céu na presente época (cf. Col. 1:13).
 
A conduta celestial se caracteriza por ser "irrepreensíveis e inocentes, filhos de DEUS acima de qualquer suspeita no meio de uma geração “corrompida e perversa, entre a qual aparecem como astros no mundo” (2:15).
 
Para viver de modo digno do evangelho de CRISTO e viver uma vida coerente com a Palavra revelada de DEUS. Isso inclui uma vida que corresponde aos cristãos de verdades divinas, às quais professam crer, pregar, ensinar e defender. Em outras palavras, isso significa viver com integridade em todas as facetas da vida. Este mandato é expresso em outras partes do Novo Testamento como andar "de modo digno da vocação com que fostes “chamados” (Ef 4:1), "de modo digno do Senhor, para agradá-Lo em todos os aspectos, frutificando em toda boa obra e crescendo no conhecimento de DEUS "(Col. 1:10), e" de modo digno do DEUS que vos chama para o seu reino e glória "(1 Ts 2:12;. cf. . 4:1). Significa "mostrando toda a boa fé, para que [os crentes] venham adornar a doutrina de DEUS, seu Salvador em todos os “aspectos” (Tito 2:10), demonstrando "santo procedimento e piedade", e ser "diligente de ser encontrado por ele em paz, sem mácula e irrepreensíveis "(2 (Pedro 3:11, 14).
 
O maior testemunho da igreja diante do mundo é a integridade espiritual. Quando os cristãos vivem abaixo dos padrões de moralidade bíblica e reverência para com o seu Senhor, podem comprometer toda a verdade bíblica sobre o caráter, o plano, e a vontade de DEUS. Ao fazê-lo, enfraquecem seriamente a credibilidade do evangelho e diminuem o seu impacto sobre mundo.
 
O povo de DEUS sempre estiveram em inimizade com o mundo, porque o mundo está em inimizade com DEUS (Rm 1:28, 5:10, Ef 2:3; Col. 1:21). Mas o mundo não pode abraçar uma fé em DEUS cujos proponentes são tão pouco imitadores de seus padrões de santidade e que não manifestam em seu caráter o poder transformador de CRISTO.
 
Quando o incrédulo olha para a igreja e não vê a santidade, pureza e virtude, não encontra nenhuma razão para crer no evangelho que proclamam. Quando os pastores cometem pecados graves e são posteriormente restaurados para posições de liderança na igreja, quando os membros da igreja mentem, roubam, enganam, fofocam, e brigam, e quando congregações parecem se importar pouco com tais pecados e hipocrisias no meio deles, o mundo compreensivelmente repulsa suas reivindicações para amar e servir a DEUS. E o nome de CRISTO fica manchado e desonrado.
 
O evangelho é a boa notícia de salvação através de JESUS CRISTO. É a verdade de que "CRISTO morreu por nossos pecados segundo as Escrituras, e que foi sepultado, e que Ele ressuscitou ao terceiro dia, segundo as “Escrituras” (1 Coríntios. 15:3-4) é a mensagem que Paulo descreve como "o poder de DEUS para salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e “também do grego” (Rm 1:16). O ponto aqui é que aqueles que pertencem a CRISTO através da fé salvadora em Seu evangelho devem demonstrar esse poder em suas vidas alteradas, ou mudadas para melhor (cf. 2 Coríntios. 5:17).
 
Paulo expressou sua expectativa alegre de visitar novamente Filipos (1:25-26), mas essa não era sua principal preocupação. Ele entendeu que, como a igreja em Éfeso, Filipos, inevitavelmente, estaria ameaçada por "lobos cruéis" e que, mesmo de dentro de sua própria congregação, os falsos mestres iriam "surgir, falando coisas perversas, para “atraírem os discípulos após si” (Atos 20:29-30). Ele entendeu que, apesar da maturidade espiritual geral da congregação, alguns de seus membros iriam provar sua falta de fé salvadora abandonando CRISTO e seguindo um evangelho diferente. Outros, que tinham sido salvos pelo poder do ESPÍRITO SANTO, cairiam na armadilha legalista de confiar em suas próprias realizações carnais para sua santificação (Gl 1:6; 3:3). Nem ele próprio, nem ninguém mais foram a fonte de sua força espiritual. Seu apelo, portanto, era que se era para vir vê-los ou permanecer ausente, eles deveriam confiar no Senhor e viverem dignos dEle.
 
 
 
O apóstolo apresenta quatro características dos crentes que vivem dignos de CRISTO:
 
Permanecer firmes nEle (v. 27b),
 
Compartilharem seus bens uns com os outros por causa Dele (v. 27c);
 
Lutando juntos em obediência a Ele (VV 27 d-28);. e
 
Sofrendo juntos por Ele (vv. 29-30).
 
 
 
PERMANENTE
 
fique eu sabendo que vocês permanecem firmes (1:27b)  
 
Firme se traduz o único verbo grego STEKO, que refere-se a permanecer firme em seu território,  independentemente do perigo ou  oposição (v. 28 defende a força em meio à oposição). A palavra foi usada de um soldado que defendeu a sua posição a qualquer custo, mesmo ao ponto de sacrificar sua vida. Estar firmemente fixada em matéria de verdade bíblica e uma vida santa está incluído neste mandado de segurança.  
 
Firmes é tanto positivo quanto negativo. É para ficar por DEUS e contra Satanás, para defender a verdade e contra a falsidade, para ficar para a justiça e contra o pecado. Em outras cartas ele admoesta os crentes a "ficar em alerta, firmes na fé, ajam como homens, sejam fortes" (1 Coríntios 16:13;.. Cf 1 Ts 3:8;. 2 Tessalonicenses 2:15). , para "manter firme de pé" na liberdade da graça e não a "ser sujeito outra vez ao jugo da escravidão" (Gálatas 5:1). Em Efésios ele duas vezes usa um verbo relacionado no apelo aos crentes para "colocar toda a armadura de DEUS ... para ficar firmes contra as ciladas do diabo" e "ser capaz de resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes "(Efésios 6:11, 13). Apenas a armadura de DEUS pode permitir aos crentes permanecerem firmes, porque eles não lutam "contra a carne e o sangue, mas contra os principados, contra as potestades, contra as forças deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais da maldade nas regiões celestes "(Ef. 6:12).  
 
Não sabeis que vossos corpos são membros de CRISTO? Tomarei, pois, os membros de CRISTO e torná-los-ei membros de uma prostituta? Que isso nunca aconteça! Ou não sabeis que aquele que se une a uma prostituta é um corpo com ela? Pois Ele diz: "Os dois serão uma só carne." Mas aquele que se une ao Senhor é um espírito com ele. Fugi da prostituição. Qualquer outro pecado que o homem comete é fora do corpo, mas os que se prostitui peca contra o próprio corpo. Ou não sabeis que o vosso corpo é templo do ESPÍRITO SANTO que habita em vós, o qual tendes da parte de DEUS, e que não sois de vós mesmos? Fostes comprados por bom preço: glorificai, pois, a DEUS no vosso corpo. (1 Coríntios 6:15-20)  
 
Os requisitos para a liderança da igreja do Novo Testamento são elevados porque os líderes estão a definir o padrão para todos os outros crentes na maneira correta de viverem. Em sua primeira carta a Timóteo, Paulo escreveu: "Os diáconos igualmente devem ser homens de dignidade, não de língua dobre, ou viciado a muito vinho ou Amante de torpe ganância, mas mantendo o mistério da fé com a consciência limpa. Esses homens também deve ser testados primeiro, então poderão servir como diáconos se eles forem irrepreensíveis .... diáconos devem ser maridos de uma só mulher, e manter sob disciplina seus filhos e sua casa "(1 Tm 3:8-10.,12).  
 
As qualificações para os presbíteros são explícitos. Um ancião deve ser irrepreensível, marido de uma só mulher, temperante, prudente, respeitável, hospitaleiro, apto para ensinar, não dado ao vinho ou belicoso, mas gentil, pacífico, livre do amor ao dinheiro. Ele deve ser alguém que gerencia bem sua própria família, tendo seus filhos sob controle com toda a dignidade (mas se um homem não sabe governar a sua própria casa, como cuidará da igreja de DEUS?), não deve ser novo convertido, para que ele não se ensoberbeça e caia na condenação imposta pelo diabo. E ele deve ter uma boa reputação para com os de fora da igreja, de modo que ele não venha a cair no opróbrio e no laço do diabo. (1 Tm 3:2-7;.. Cf Tito 1:5-9). 
 
É significativo que, nessas passagens, estabelecendo os requisitos para os líderes da igreja, Paulo menciona três vezes que os líderes devem ser irrepreensíveis (1 Tm 3:2; 10., Tito 1:6). Se manter de pé na verdade e em santidade dá o exemplo para toda a igreja seguir (cf. Heb.13:7).  
 
 
 
COMPARTILHANDO
 
em um só espírito, como uma só alma (1:27c)  
 
Junto com o pé firme na fé, deve também haver unidade no seio da igreja, uma partilha mútua de convicções e responsabilidades em um só espírito, com uma só mente.  
 
O contexto da passagem atual, que incide sobre as atitudes dos crentes, parece indicar que ele está falando do espírito humano do crente - Psuche (mente) é mais freqüentemente traduzido como "alma". Aqui mente parece mais apropriado, porque, como já foi dito, Paulo está falando de atitudes pessoais e perspectivas. Um espírito, com uma mente refere-se à experiência de unidade, interdependência, harmonia, pois, no início da igreja havia um só espírito, com uma só mente. Dentro de poucos dias depois de Pentecostes, todos aqueles que criam estavam unidos e tinham tudo em comum, e eles começaram a vender suas propriedades e bens e os repartiam por todos, de acordo com a necessidade. Dia após dia, continuando com uma mente no templo, e partindo o pão de casa em casa, eles foram tomar as suas refeições com alegria e sinceridade de coração. (Atos 2:44-46; cf. 4:32).
 
No início desta carta, Paulo elogia os Filipenses por sua "participação no evangelho desde o primeiro dia até agora" (1:5), e mais tarde ele adverte: "Se há alguma exortação em CRISTO, se houver alguma consolação de amor, se há alguma comunhão no ESPÍRITO, se qualquer afeição e compaixão, completem a minha alegria por ser da mesma opinião, mantendo o mesmo amor, unidos em espírito, com a intenção de um propósito "(2:1-2). Ainda mais tarde, ele recomenda "Evódia e Síntique ... para viver em harmonia no Senhor" (4:2), ao mesmo tempo, expressando grande apreço por essas duas mulheres, porque elas tinham "uma mesma luta pela causa do evangelho "(v. 3). 
 
Unidade na sua Igreja era uma das grandes paixões de JESUS. Na Última Ceia, Ele disse aos Seus discípulos: "Um novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei, vós também vos ameis uns aos outros. Por isso todos saberão que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros "(João 13:34-35). Um pouco mais tarde, em Sua oração sacerdotal, Ele orou para que todos os que acreditam nele "todos sejam um, como Tu, Pai, estás em Mim e Eu em Ti, que eles também estejam em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste. A glória que me conferiste eu dei para eles, que eles sejam um, como Nós somos um "(17:2122).
 
Este pedido surpreendente foi respondido na unidade espiritual que realmente existia no corpo de CRISTO. Os crentes partilham a vida eterna concedido por DEUS no novo nascimento, de modo que eles são um com o Senhor e uns com os outros (cf. 1 Cor. 10:16-17).  
 
Paulo desejava ver o resultado prático dessa verdadeira unidade espiritual no cuidado amoroso do ministério. Ele lembrou aos crentes em Roma que, "assim como temos muitos membros em um só corpo e todos os membros não têm a mesma função, assim nós, que somos muitos, somos um só corpo em CRISTO, e individualmente membros uns dos outros .... Seja da mesma opinião em relação ao outro, não tenha uma mente arrogante, mas associe-se com os humildes "(Rom. 12:4-5,16). Ele implorou a igreja facciosa em Corinto: "Exorto-vos, irmãos, pelo nome de nosso Senhor JESUS CRISTO, que todos concordem e que não haja divisões entre vós, mas que sejam completos em um mesmo pensamento e no mesmo parecer "(1 Cor. 1:10).
 
As Contendas na Igreja nem sempre envolvem tais pecados flagrantes como adultério, roubo, mentira, ou difamação. Muitas vezes, é gerada por esses "menores" pecados como rancores sobre questões menores, críticas injustas, amargura, insatisfação e desconfiança. Às vezes, surge a desarmonia que não pode nem mesmo ser claramente identificada ou atribuída a qualquer indivíduo, incidente ou problema. O inimigo da igreja é bem-sucedido quando o povo de DEUS transforma a sua "liberdade em uma oportunidade para a carne", esquecendo-se "através do amor de servir um ao outro", e em vez disso começa a "morder e devorar um ao outro", às vezes ao ponto mesmo de ser "consumido por um outro" (Gl 5:13, 15). A única solução é o "andar no ESPÍRITO, e [assim] não realizar o desejo da carne" (v. 16). Ele requer um esforço especial para "ser gentil de um para com o outro, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também DEUS em CRISTO vos perdoou" (Ef. 4:32).
 
Paulo sempre teve que lidar com divisões na igreja entre judeus e gentios, escravos e livres, homens e mulheres. Em resposta a essas questões, ele declarou que em CRISTO "não há judeu nem grego, não há nem escravo nem homem livre, nem homem nem mulher, pois todos vós sois um em CRISTO JESUS" (Gl 3:28) . Mais uma vez, falando de judeus e gentios, lembrava aos Efésios: "Agora, em CRISTO JESUS, vós que antes estáveis longe, fostes aproximados pelo sangue de CRISTO. Porque ele é a nossa paz, que fez os dois grupos em um único e quebrou a barreira do muro que dividia "(Ef 2:13-14;.. Cf vv 18-22). "Aquele que se une ao Senhor é um espírito com Ele" (1 Cor 6:17;. 2 Coríntios 12:18.), E, portanto, deve ser de um espírito e mente com todos os que Lhe pertence. Paulo dá a chave para a verdadeira unidade da igreja quando ele escreve, "Sejam de uma mesma mente, mantendo o mesmo amor, unidos em espírito, com a intenção de um propósito. Não façam nada por vaidade ou egoísmo vazio, mas com humildade, respeitando um ao outro como mais importante do que a si mesmo, não olhando para seus próprios interesses pessoais, mas também para os interesses dos outros "(Filipenses 2:2-4) . Em outras palavras, ele continua a dizer: "Tende em vós o que houve também em CRISTO JESUS" (v. 5).
 
 
 
ESFORÇANDO-SE
 
Combatendo juntamente com uma só alma pela fé do evangelho; e que em nada estais atemorizados pelos adversários, o que para eles é indício de perdição, mas para vós de salvação, e isso da parte de DEUS (1:27d–28)
 
Uma terceira característica de uma conduta digna envolve crentes que lutam juntos. Sunathleo (lutando juntos) é uma palavra grega composta.
 
Escrevendo a Timóteo, Paulo usou o verbo duas vezes em seu sentido literal como uma analogia espiritual, declarando que "se alguém compete como atleta, ele não irá ganhar o prêmio, a menos que ele concorra de acordo com as regras" (2 Tm. 2:5) .
 
Na presente passagem, lutando juntos, obviamente, é a idéia de Paulo tem em mente, ao invés do lado oposto de lutar ou competir contra, como a palavra também pode ser entendida. Ele está enfatizando a atitude não de tirar proveito de outro para benefício próprio, mas sim de sacrificar o bem-estar próprio de alguém para promover o bem-estar dos outros. A idéia de lutar contra está implícita, mas apenas no sentido de que a igreja deve também estar lutando, todos juntos contra o pecado e o inimigo comum, Satanás e seus exércitos de demônios.  
 
Paulo salienta aqui a relação positiva de crentes uns com os outros.
 
Uma equipe esportiva com muitos e excepcionais jogadores não conseguiu vencer um campeonato, porque a maioria desses jogadores estavam concentrados no seu próprio sucesso e não do time. Uma equipe menos talentosa muitas vezes pode vencer aquele que é mais talentoso, pois a equipe mais fraca funciona de forma eficiente em conjunto para alcançar um objetivo comum. Um jogador com um talento extraordinário, por incrível que pareça, pode ser temporariamente afastado da equipe, porque seus esforços individuais podem fazer mais mal à sua equipe do que bem. A Igreja lutando com todos seus membros unidos significa jogar como uma equipe sólida que faz avançar a verdade de DEUS.  
 
A genuína unidade deve ser o propósito qualquer equipe. A unidade deve ter a motivação e o foco de uma causa comum e objetiva a todos. A unidade da Igreja só é verdade quando se baseia na fé do evangelho, que refere-se à fé cristã.
 
Como já mencionado, lutando juntos não avança apenas a fé do Evangelho, mas também suspende o avanço de qualquer que se lhe opõe. A Igreja sempre enfrentou um mundo hostil. Algumas hostilidades são óbvias e diretas, como a dos ateus, filósofos humanistas, e outras religiões. Grande parte das hostilidades, entretanto, são indiretas e sutis, o que as torna muitas vezes mais perigosas.
 
O falso ensino pode encontrar seu caminho em igrejas que antes eram bíblicas e evangélicas. Os defensores dos falsos evangelhos, qualquer que seja a forma, "distorcem ... as Escrituras, para sua própria destruição" (2 Pedro 3:16), bem como à destruição daqueles que consegue enganar.  
 
Em nenhum momento na história da igreja houve maior necessidade de discernimento do que em nossos dias. A igreja precisa desesperadamente da advertência do Senhor: "Guardai-vos dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores" (Mt 7:15;. Cf. At 20:28-30; Judas 4) . Tais doutrinas de demônios, sem passar por minucioso exame, parecem ser bíblicas. Como Timóteo, os crentes devem constantemente e cuidadosamente "guardar o que tem sido confiada a eles, evitando conversa mundana e vazia e os argumentos contrários do que é falsamente chamado 'conhecimento'" (1 Tm 6:20;. Cf 2 Tm.. 1:14).  
 
No Pentecostes, Pedro declarou: "Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de JESUS CRISTO para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do ESPÍRITO SANTO" (Atos 2:38). Pouco tempo depois ele testemunhou perante os líderes judeus naquela cidade: "Que seja conhecido por todos vocês e para todo o povo de Israel, que em nome de JESUS CRISTO, o Nazareno, a quem vós crucificastes e a quem DEUS ressuscitou dentre os mortos .... Ele é a pedra que foi rejeitada por vós, os construtores , mas que se tornou a pedra angular. E não há salvação em nenhum outro, pois não existe debaixo do céu outro nome que foi dado aos homens pelo qual devamos ser salvos". (Atos 4:10-12)  
 
Essas verdades únicas e exclusivas são o coração do evangelho e sua substância. JESUS declarou: "Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida, ninguém vem ao Pai senão por mim" (João 14:6), e essa a afirmação é reiterada em todo o Novo Testamento.  
 
Paulo incentivou os crentes de Filipos a não estarem alarmados com os seus adversários. Alarmado é de pturo, um verbo usado somente aqui no Novo Testamento. Faz referência à preocupação, medo grave. Foi usado de um cavalo assustado que trancado, muitas vezes por causa de algo perfeitamente inofensivo, jogou seu cavaleiro ao chão. Cristãos nos dias de Paulo, incluindo aqueles em Filipos, muitas vezes tinham razão humana para estarem aterrorizados; aconteciam espancamentos, prisões e até mesmo execução de opositores do evangelho. Outros enfrentavam adversários um pouco menos graves: familiares, amigos e vizinhos que os ridicularizavam e renegavam-lhes. Mas, por mais grave que o conflito pudesse ser, não era para se alarmarem, pois eles estavam sendo atacados por causa do evangelho e isso era prova de que seus oponentes estavam indo para a destruição e isso era também um sinal da salvação eterna dos crentes. Ambos os sinais são de DEUS, o primeiro a marcar os seus inimigos, o segundo para marcar seus filhos. Da mesma forma, Paulo incentivou os tessalonicenses fiéis, dizendo: "Nós mesmos nos gloriamos de vós nas igrejas de DEUS pela sua perseverança e fé no meio de todas as perseguições e tribulações que suportais", e, em seguida, ele explicou que "esta é uma indicação clara do justo juízo de DEUS "(2 Ts 1:4-5;... cf vv 6-8). Sinal é de endeixis, que refere-se a prova, ou depoimento, que algo é verdade. Esta é uma indicação clara do justo juízo de DEUS para que você seja considerado digno do reino de DEUS, pelo qual de fato você está sofrendo. Depois de tudo isso, DEUS retribuirá com tribulação aos que vos atribulam, e dará alívio a vocês que estão aflitos e para nós também quando o Senhor JESUS se revelar do céu com seus anjos poderosos em fogo chamejante, dando a retribuição àqueles que não conhecem a DEUS e àqueles que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor JESUS. (1:4-8).
 
A segunda coisa que este digno dá provas é a salvação daqueles que sofrem hostilidade dos adversários do evangelho. Perseguição por causa de CRISTO prova que esses crentes pertencem a Ele. Assim, a perseguição que tende a ser desanimadora para os crentes devem ser uma fonte de alegria e confiança porque mostra que eles são salvos. Paulo teve a honra de "ter no corpo as marcas de JESUS" (Gl 6:17; Cf. Col. 1:24), isto é, ter sido atingido por aqueles que odiavam a CRISTO.
 
Como a igreja se esforça para cumprir sua missão divina, jamais deve ser intimidada, quer por adversários incrédulos no mundo ou pelos críticos de dentro de suas próprias fileiras. Nesta declaração poderosa e inequívoca, o Senhor afirma a condenação eterna dos incrédulos, bem como a certeza da vida eterna para os crentes.
 
 
 
SOFRIMENTO
 
Pois vos foi concedido, por amor de CRISTO, não somente o crer nele, mas também o padecer por ele, tendo o mesmo combate que já em mim tendes visto e agora ouvis que está em mim. (1:29–30)  
 
A quarta marca de conduta "digno do evangelho de CRISTO" é o sofrimento dos crentes por causa de sua fé Nele. Tal como acontece com a marca anterior, a prestação aqui é dupla. Pelo amor de DEUS, DEUS provê Seus filhos com fé e sofrimento.  
 
Foi concedido é de charizo, que é da mesma raiz que o substantivo charis (graça) e significa literalmente "dar, prestar ou dar graciosamente." Em Sua graça soberana, DEUS não só deu aos crentes o maravilhoso dom da fé para crer nEle, mas também o privilégio de sofrer por Seu amor. Tal sofrimento fornece a recompensa da glória futura (Rm 8:17, 1 Pedro 4:12-16).  
 
A primeira coisa concedida por amor de CRISTO é a fé salvadora para crer nEle, através da fé vem a salvação. Paulo acaba de mencionar (v. 28) em Efésios, ele explica mais detalhadamente que DEUS, sendo rico em misericórdia, pelo grande amor com que nos amou, quando ainda estávamos mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com CRISTO (pela graça sois salvos), e nos ressuscitou juntamente com Ele, e nos assentou com Ele nos lugares celestiais em CRISTO JESUS, para que nos séculos vindouros ele pudesse mostrar a suprema riqueza da sua graça, em bondade para conosco, em CRISTO JESUS. Porque pela graça sois salvos, mediante a fé, e isto não vem de vós, é dom de DEUS. (Ef 2:4-8). 
 
Tudo o que é a salvação, incluindo a graça e a fé, é um dom de DEUS. Como João proclama na introdução de seu evangelho, "a todos quantos o receberam, deu-lhes o direito de se tornarem filhos de DEUS, nos que crêem no Seu nome" (João 1:12). Mais tarde, em que o evangelho, JESUS disse à mulher samaritana: "Se tu conhecesses o dom de DEUS, e quem é que te diz: 'Dá-Me de beber', você teria perguntado, e Ele te daria água viva "(4:10).  
 
O segundo presente que DEUS concede aos Seus filhos por amor de CRISTO não é tão atraente quanto o primeiro. No entanto, é também parte integrante da graça divina. Paulo lembrou a Timóteo: "Na verdade, todos quantos querem viver piedosamente em CRISTO JESUS serão perseguidos" (2 Tm. 3:12). Durante Seu ministério terreno, JESUS deixou claro para aqueles que realmente procuravam segui-Lo: "Vós sereis odiados por todos por causa do meu nome, mas é aquele que perseverar até o fim quem será salvo .... Um discípulo não está acima de seu mestre, nem um escravo acima do seu mestre. É o suficiente para o discípulo que ele se torne como o seu mestre e do escravo como seu mestre. Se chamaram o chefe da casa Belzebu, quanto mais o maligno chamará os membros de sua família!" (Mat. 10:22, 24-25;. Cf João 16:2-3). 
 
"Se alguém quer vir após mim", Ele declarou: "ele deve negar a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me" (Marcos 8:34). Mas não muito tempo depois que Ele disse:
 
"E Jesus, respondendo, disse: Em verdade vos digo que ninguém há, que tenha deixado casa, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou mulher, ou filhos, ou campos, por amor de mim e do evangelho,
Que não receba cem vezes tanto, já neste tempo, em casas, e irmãos, e irmãs, e mães, e filhos, e campos, com perseguições; e no século futuro a vida eterna."
(Marcos 10:29-30).
 
Em outra ocasião, Ele ordenou: "Tomai meu jugo sobre vós e aprendei de mim", acrescentou logo a garantia divina: "porque eu sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve "(Mt 11:29-30).  
 
Esse é o ponto aqui: Sofrer por amor de CRISTO não é apenas um comando, mas também um privilégio. Paulo nunca se esqueceu da predição do Senhor através de Ananias que ele seria "Disse-lhe, porém, o Senhor: Vai, porque este é para mim um vaso escolhido, para levar o meu nome diante dos gentios, e dos reis e dos filhos de Israel. E eu lhe mostrarei quanto deve padecer pelo meu nome." (Atos 9:15-16). Mais tarde, na carta aos Filipenses, deixa claro que, à luz das imensas riquezas eternas que os crentes recebem em CRISTO, nada nesta terra que eles abandonarem por Ele pode verdadeiramente ser um sacrifício. Paulo afirma que tudo o que "para mim era ganho reputei-o perda por Cristo.E, na verdade, tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas, e as considero como escória, para que possa ganhar a Cristo, E seja achado nele, não tendo a minha justiça que vem da lei, mas a que vem pela fé em Cristo, a saber, a justiça que vem de Deus pela fé;(3:7-9). 
 
Entre as imensuráveis bênçãos que havia recebido pela fé em CRISTO não eram apenas o de saber ", e o poder da sua ressurreição", mas também compartilhar na "comunhão dos Seus sofrimentos, sendo conformado à Sua morte" (v. 10). Sofrendo por amor de CRISTO não é um fardo, mas sim uma grande honra que Ele graciosamente concede a Seus santos fiéis.  
 
Os crentes são, de fato, para "E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações; sabendo que a tribulação produz a paciência,E a paciência a experiência, e a experiência a esperança.E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado."(Rm 5:3-5;. cf Tiago 1:2-4). Lembrando os crentes de sua herança celestial, Pedro ecoa a admoestação de Paulo: Em que vós grandemente vos alegrais, ainda que agora importa, sendo necessário, que estejais por um pouco contristados com várias tentações, Para que a prova da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro que perece e é provado pelo fogo, se ache em louvor, e honra, e glória, na revelação de Jesus Cristo; Ao qual, não o havendo visto, amais; no qual, não o vendo agora, mas crendo, vos alegrais com gozo inefável e glorioso; (1 Pedro 1:6-8; cf 4:13;. 5:10, Atos 5:41). 
 
Quando sofrem por amor do Senhor, Paulo passa a contar a seus leitores, eles estão enfrentando o mesmo combate que você viu em mim, e agora ouvis estar em mim. O conflito que você viu em mim se refere à oposição hostil e de perseguição que ele e Silas encararam quando foram presos em Filipos (Atos 16:16-40). E agora ouvis estar em mim se refere, é claro, à prisão presente do apóstolo, em Roma, que ele já havia mencionado (vv. 12-18). 
 
É a ordem dada à igreja para compartilhar, lutar e sofrer por amor do Senhor JESUS CRISTO. É para isto "que foram destinados" (1 Ts. 3:3).
 
 
 
A fórmula da  Unidade Espiritual - (Filipenses 2:1-4)
 
Se por estarmos em CRISTO, nós temos alguma motivação, alguma exortação de amor, alguma comunhão no ESPÍRITO, alguma profunda afeição e compaixão, completem a minha alegria, tendo o mesmo modo de pensar, o mesmo amor, um só espírito e uma só atitude. Nada façam por ambição egoísta ou por vaidade, mas humildemente considerem os outros superiores a si mesmos. Cada um cuide, não somente dos seus interesses, mas também dos interesses dos outros (2:1–4)
 
 
 
Talvez o maior perigo que a igreja enfrenta é um ataque à sua fonte de autoridade, isto é, a Palavra de DEUS. Apatia espiritual, frieza, indiferença geral com a verdade bíblica e as normas da justiça de DEUS também representam sérios riscos. Essa indiferença é normalmente confundida com uma aura de auto-engano da sinceridade, mas ela ataca a espiritualidade da igreja. Igualmente deve ser temido o que ataca a unidade da igreja. Tudo isso pode atrapalhar, enfraquecer e destruir uma igreja, causando discórdia, desarmonia, conflito e divisão. Quando Paulo fechou sua última carta aos Coríntios, ele expressou seu temor de pecados que destroem a unidade: "Tenho medo que talvez quando eu chegar eu possa encontrá-los não sendo o que eu quisera e encontrar vocês em porfias, ciúmes, temperamentos furiosos, disputas, calúnias, fofocas, arrogância, distúrbios "(2 Coríntios 12:20.). Ele também temia pecados que destruiriam a pureza da igreja: "Tenho medo que quando eu voltar, meu DEUS pode me humilhar diante de vocês, e eu posso chorar por muitos daqueles que pecaram no passado e não se arrependeram da impureza, imoralidade e sensualidade que tenham praticado "(v. 21).  
 
Aparentemente, a igreja de Filipos enfrentava o perigo de discórdia e divisão por causa do conflito pessoal entre Evódia e Síntique (4:2). A desunião é um perigo em potencial para cada igreja, Paulo vê perigo nas duas cartas dirigidas às igrejas. Para a igreja de Roma, ele escreveu: "Ora, o DEUS que dá a perseverança e incentivo vos dê o mesmo sentimento de uns para com os outros, segundo CRISTO JESUS, para que a uma só voz glorifiquem o DEUS e Pai de nosso Senhor JESUS CRISTO. Portanto, devemos aceitar um ao outro, como também CRISTO nos recebeu para glória de DEUS "(Romanos 15:5-7;. Cf 12:5, 16). Aos Coríntios ele escreveu: "Rogo-vos, irmãos, pelo nome de nosso Senhor JESUS CRISTO, que todos concordem e que não haja divisões entre vós, mas se completem em um mesmo pensamento e num mesmo juízo "(1 Coríntios 1:10), e" Irmãos, sede alegres, se completem, sejam consolados, sejam de uma mesma opinião, vivam em paz, e o DEUS de amor e paz estará convosco "(2 Cor 13. : 11). Ele advertiu os gálatas, "Não nos tornemos presunçosos, desafiando uns aos outros, invejando uns aos outros" (Gl 5:26;. Cf 6:2-3). Ele implorou aos crentes em Éfeso que andassem de modo digno da vocação com que foram chamados, com toda humildade e mansidão, com paciência, mostrando a tolerância de um para com o outro no amor, sendo diligentes para preservar a unidade do ESPÍRITO no vínculo da paz. Há um só corpo e um só ESPÍRITO, como também fostes chamados em uma só esperança da vossa vocação; um só Senhor, uma só fé, um só batismo, um só DEUS e Pai de todos, que é sobre todos e por todos e em todos. (Ef 4:1-6). 
 
Unidade espiritual verdadeira é firmada na unidade insondável da própria Trindade.
 
Paulo escreveu aos Colossenses: Coloque em um coração de compaixão a bondade, humildade, mansidão e paciência; amando uns com os outros, e perdoando-vos uns aos outros, não tenham queixa contra ninguém, assim como o Senhor vos perdoou, assim também você deve perdoar. Além de tudo isto o amor é o perfeito vínculo de união. Deixe que a paz de CRISTO domine em vossos corações, para que de fato vocês sejam chamados em um corpo, e sejam gratos. (Col. 3:1215). 
 
Ele elogiou os tessalonicenses, dizendo: "Agora, quanto ao amor entre vocês irmãos, não têm necessidade de alguém escrever para vocês, pois vocês mesmos estais instruídos por DEUS a amar uns aos outros; ... Mas nós pedimos a vocês, irmãos, para se destaquem nisso ainda mais "(1 Tessalonicenses 4:910;... cf 2 Tessalonicenses 1:3).  
 
A base para a unidade dos crentes é a unidade de DEUS concedida em resposta a oração de JESUS pelo Seu povo "todos sejam um, como Tu, Pai, estás em Mim e Eu em Ti, que eles também estejam em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste "(João 17:21). Essa oração foi respondida quando o ESPÍRITO SANTO veio no Pentecostes e depois para habitar em todos os crentes, trazendo-lhes a vida eterna para a qual todos os crentes são feitos participantes (cf. 1 Cor 6:17, 19;. 12:12-14). Que a unidade essencial de todos os crentes no corpo de Cristo seja vivida na prática.  
 
A sã doutrina, a pureza moral e o compromisso apaixonado assumido perante o Senhor e à Sua obra são essenciais para o ministério eficaz de uma igreja, pois, a discórdia não garante vitória. É quando as pessoas estão realmente unidas e comprometidas com sua fé em DEUS, que aparece o perigo de levantarem-se uns contra os outros. Quanto maior o seu entusiasmo, maior é o perigo que eles colidirem-se. A preocupação de Paulo aqui não se trata de doutrinas, idéias ou práticas que são claramente anti-bíblicas. Os crentes nunca devem desprezar as doutrinas ou princípios claramente bíblicos. Mas com humildemente adiar as questões secundárias, isso é uma marca de força espiritual, não de fraqueza (cf. Rm. 14:01-15:07). É um sinal de maturidade e de amor que DEUS honra muito, pois promove e preserva a harmonia na sua igreja. Essa unidade que a Palavra tão altamente exalta é interior, não exterior, mas internamente deve ser desejada, não externamente obrigada. É espiritual, não eclesiástica, mais sincero do que doutrinário. Não se baseia em sentimentalismo, mas em obediência cuidadosa, atenciosa e determinada à vontade de DEUS. É a ligação ESPÍRITO-motivado e ESPÍRITO-poder dos corações, mentes e almas dos filhos de DEUS de uns para com os outros. Preservar a unidade na igreja não é uma opção (cf. Ef. 4:3).  
 
Como uma família unida que é tragicamente dividida pela guerra ou desastre natural, assim a família espiritual que busca se reunir novamente após uma separação inesperada. Essa unidade divinamente concedida internamente pelo ESPÍRITO é essencial para a alegria da Igreja e eficácia de sua obra em favor da salvação em CRISTO para todos. Essa unidade se manifestou no Pentecostes, na inauguração da igreja. Os milhares de novos crentes (a maioria dos quais estrangeiros e alguns antigos inimigos) "E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão .... E todos os que criam estavam unidos e tinham tudo em comum .... Dia a dia estavam de contínuo unidos no templo orando e partindo o pão de casa em casa, eles se reuniam para tomarem suas refeições com alegria e singeleza de coração "(Atos 2:42, 44, 46).  
 
A unidade espiritual deve ser constantemente cultivada e preservada com abnegada devoção e energia. Como já mencionado, é o maior desafio da supervisão e liderança espiritual em uma igreja.  
 
A igreja em Filipos, teologicamente, foi a mais dedicada moralmente, amorosamente, sendo zelosa, corajosa, generosa e perseverante em oração. No entanto, enfrentou o perigo de discórdia, que muitas vezes é gerada por apenas algumas pessoas. Esses desordeiros(as) podem agitar as disputas e conflitos que causam divisões numa congregação inteira, isso porque a desunião é tragicamente debilitante, Paulo amorosamente implora firmemente aos crentes que estejam constantemente e diligentemente em guarda contra ela. Ele tinha acabado de expressar aos Filipenses a sua esperança de "ouvir que eles estivessem  firmes num só espírito, com uma só mente lutando juntos pela fé do evangelho" (1:27).  
 
 
 
Em 2:1-4 Paulo dá o que talvez seja o ensinamento mais conciso e prático sobre a unidade no Novo Testamento. Nesses quatro versos poderosos, ele esboça uma fórmula para a unidade espiritual que inclui três elementos necessários para que essa unidade seja construída:
 
Motivos certos (vv. 1-2a),
 
as marcas da unidade (v. 2b), e
 
os meios adequados (vv. 34).
 
Através deles, ele esclarece por que os crentes devem ser de uma mente e espírito, que se entende por uma mente e espírito, e como eles podem tornar-se verdadeiramente de uma mente e um espírito.
 
 
 
MOTIVOS CERTOS PARA OBTER UNIDADE ESPIRITUAL
 
Se por estarmos em CRISTO, nós temos alguma motivação, alguma exortação de amor, alguma comunhão no ESPÍRITO, alguma profunda afeição e compaixão, completem a minha alegria, (2:1–2a).
 
"Porque nós temos a ordem divina de ser de uma mente e espírito (1:27), devemos, portanto ..."  
 
Paulo não está falando de abstrações teológicas, mas das relações pessoais entre os cristãos.
 
A primeira realidade que motiva a união está na exortação em CRISTO.
 
Paraklesis (incentivo) tem o significado da raiz de vir ao lado de alguém para dar assistência pelo conforto que oferece, conselho ou exortação. É precisamente o tipo de assistência exemplificado pelo Bom Samaritano, que, depois de fazer tudo o que podia para o estrangeiro assaltado e espancado "E, partindo no outro dia, tirou dois dinheiros, e deu-os ao hospedeiro, e disse-lhe: Cuida dele; e tudo o que de mais gastares eu to pagarei quando voltar."(Lucas 10:35;.. cf vv 30-34).
 
Usando uma palavra intimamente relacionada, JESUS referiu-se ao ESPÍRITO SANTO como "outro Consolador [parakleton]", a quem gostaria de pedir ao Pai que envie a todos os que nEle crêem, para que "Ele possa estar com [eles] para sempre" (João 14:16). O estímulo mais importante e poderosa em CRISTO vem diretamente do ESPÍRITO que habita. A admoestação de Paulo aqui é que, à luz do encorajamento, os Filipenses devem "conduzir-se de uma maneira digna do evangelho de CRISTO" (1:27) esforçando-se para ser de uma mente e espírito com o outro. Este princípio espiritual profundo exige a unidade perseguida como uma resposta grata à união do crente com CRISTO. Paulo pergunta, com efeito, "não deve CRISTO influenciar sua vida e compeli-lo a preservar a unidade que é tão preciosa para Ele?"
 
A segunda realidade que motiva a unidade é a consolação de amor.
 
Paramuthion (consolação) tem o significado literal de falar intimamente com alguém, e com a idéia adicional de dar conforto e consolo. Seu significado básico é próximo ao de paraklesis (estímulo), ambas as palavras envolvem uma estreita relação marcada por uma preocupação genuína, auxílio e amor. O amor consolador é o que o Senhor concede aos pecadores indignos da graça da salvação. Ele continuamente concede esse amor sobre os crentes (Rm 5:5). Isso demonstra gratidão pelo amor de DEUS para eles. Paulo disse aos coríntios que seu amor para com CRISTO era tão dedicado a ponto de parecer insano (2 Coríntios. 5:13-14).
 
A terceira realidade que motiva a unidade é a comunhão do ESPÍRITO.
 
koinonia (comunhão) descreve parceria e partilha mútua. Essa comunhão é íntima porque cada crente é um templo do ESPÍRITO SANTO (1 Coríntios. 6:19). Ele é o selo e garantia da herança eterna dos crentes (Ef 1:13-14; 4:30;. 2 Coríntios 1:22), a fonte de poder espiritual (Atos 1:8; cf Rom 15:19.. ), dos dons espirituais (1 Co 12:4-11;.. Rom 12:6-8), e fruto espiritual (Gl 5:22-23).
 
O ESPÍRITO "ajuda nossa fraqueza," e porque "não sabemos orar como deveríamos, ... o mesmo ESPÍRITO intercede por nós com gemidos inexprimíveis" (Rom. 8:26). Os crentes devem ser continuamente cheios do ESPÍRITO (Ef 5:18). Os novos crentes depois de Pentecostes dão exemplo mais vívido no Novo Testamento da unidade liderada pelo ESPÍRITO (Atos 2:41-47). Paulo fecha 2 Coríntios com a linda bênção: "A graça do Senhor JESUS CRISTO, e o amor de DEUS, e a comunhão do ESPÍRITO SANTO, seja com todos vós" (2 Co 13:14). Anteriormente ele havia lembrado a mesma congregação que "por um só ESPÍRITO, todos nós fomos batizados em um corpo, quer judeus, quer gregos, quer escravos ou livres, e todos nós fomos feitos para beber de um só ESPÍRITO" (1 Cor. 12:13). A resposta adequada dos crentes deve ser uma motivação poderosa para ser "diligente para preservar a unidade do ESPÍRITO", de sempre buscar a paz (Ef 4:3).  
 
A realidade que motiva a quarta unidade é a de carinho e compaixão.
 
Essas qualidades caracterizam CRISTO, que ternamente conforta e encoraja os fracos e oprimidos (cf. Is 42:3;.. Mat 12:18-20). Essas graças também são bênçãos do ESPÍRITO de CRISTO. Afeto é de splanchna, que refere-se literalmente para o intestino, ou vísceras, mas foi comumente usado metaforicamente das emoções.  A palavra, por vezes, foi usado em conexão com saudade profunda, pessoal, especialmente para aqueles que são profundamente amados. Perto do início da presente carta, o apóstolo especificamente usou a palavra dessa maneira, assegurando aos filipenses: "Eu desejo para todos vocês com a ternura de CRISTO JESUS" (1:8). Compaixão é de oiktirmos, que Paulo usa duas vezes da compaixão ("misericórdia") de DEUS. Ele defende com os crentes ", pelas misericórdias de DEUS, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a DEUS, que é o vosso culto espiritual de adoração" (Rm 12:1), e ele fala de DEUS como "o Pai das misericórdias "(2 Coríntios. 1:3). "Como aqueles que foram escolhidos de DEUS, santos e amados", os crentes devem refletir a Sua própria compaixão, colocando "em um coração de compaixão, bondade, humildade, mansidão e paciência" (Cl 3:12).
 
 
 
Há um lado negativo implícito a todos essas quatro admoestações positivas, ou seja, para quem não deseja buscar e preservar a unidade espiritual, que enfraquece a igreja de CRISTO. O pecado é a mais devastadora falha para destruir a unidade, é o último ato de ingratidão para com DEUS. Estão dispostos e ansiosos para receber todas as bênçãos que o Senhor oferece, mas não estão dispostos a oferecer-lhe nada em troca. Como todos os outros pecados, a indiferença é uma violação da Palavra revelada de DEUS.
 
O apóstolo Baseia o seu fundamento principalmente na graça e bondade do Senhor, como evidenciado nas quatro realidades que acabamos de mencionar. Mas no início do versículo 2, ele acrescenta um desejo pessoal: a minha alegria completa.
 
Retribuir um servo fiel do Senhor é um objetivo legítimo para todos crentes terem. O Novo Testamento deixa claro que as igrejas devem amar, honrar, respeitar e apreciar os seus líderes humanos.
 
Paulo advertiu os tessalonicenses, "Nós pedimos a vocês, irmãos, que apreciem aqueles que trabalham diligentemente entre vós, e têm uma carga sobre vós no Senhor e dar-lhes instrução, vocês devem estimá-los com amor por causa de seu trabalho" (1 Tessalonicenses. 5:12-13). O escritor de Hebreus ordena: "Obedeçam aos seus líderes e submetam-se a eles, porque velam por vossa alma, como aqueles que hão de dar conta a DEUS. Que façam isso com alegria e não gemendo, porque isso seria inútil para vocês "(Hb 13:17). Amar, honrar e apreciar os pastores e outros líderes da Igreja é perfeitamente consonante com amor, honra e ser grato ao Senhor. Porque ambos são divinamente ordenados, o primeiro é um modo de expressar este último.
 
 
 
AS MARCAS DA UNIDADE ESPIRITUAL
 
Tendo o mesmo modo de pensar, o mesmo amor, um só espírito e uma só atitude. (2:2b)
 
As bênçãos espirituais que Paulo enumera só têm uma resposta adequada.
 
Neste único versículo Paulo dá quatro marcas essenciais da unidade espiritual.
 
O primeiro é estar sendo da mesma opinião. Essa frase traduz a auto phronete, que literalmente significa "a pensar a mesma coisa", ou "a mesma mentalidade." Pensar certo é essencial para a unidade espiritual que é um tema importante de Filipenses - das ocorrências vinte e seis de o Phroneo verbo no Novo Testamento, 10 encontram-se nesta carta.  
 
Paulo não está falando aqui sobre a doutrina ou padrões morais. Neste contexto, ser da mesma opinião, significa perseguir ativamente para alcançar uma compreensão comum em verdadeiro acordo. Alguns versículos adiante, o apóstolo declara que a única maneira de ter a harmonia é "ter a atitude de vocês que houve também em CRISTO JESUS" (2:5). Através da Palavra de DEUS e habitação do ESPÍRITO SANTO, os crentes podem conhecer a "mente de CRISTO" (1 Cor. 2:16). Depois de declarar sua determinação de "pressionar para que eu possa lançar mão do que para o qual também fui alcançado por CRISTO JESUS ... [e] prossigo para o alvo pelo prêmio da vocação celestial de DEUS em CRISTO JESUS" (3:12, 14), ele admoesta os crentes de Filipos a ter a mesma atitude (Fp 3:15). Aqueles que têm uma atitude contrária provam que "têm suas mentes nas coisas terrenas" (3:19). Mais tarde, Paulo dá conselhos práticos para ser da mesma opinião: "Finalmente, irmãos, tudo é verdadeiro, tudo é honesto, tudo o que é direito, que é puro, amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma excelência e se é digno de louvor, devo me debruçar sobre essas coisas "(4:8).
 
Em Romanos, Paulo dá insights adicionados sobre ser da mesma opinião.
 
A primeira é que os crentes não devem "andar segundo a carne, mas segundo o ESPÍRITO. Para aqueles que são segundo a carne cogitam das coisas da carne, mas aqueles que são segundo o ESPÍRITO, das coisas do ESPÍRITO "(Rm 8:4-5). Como Paulo lembrou os crentes de Colossos, o conflito na igreja sempre vem de crentes 'definindo suas mentes "sobre as coisas que estão na terra" e não "sobre as coisas do alto" (Cl 3:2). Notas de Paulo em Romanos indicam que o crente "não deve pensar mais alto de si mesmo do que ele deveria  pensar", que é uma opinião subjetiva e errônea ", mas pensar de modo a ter bom senso, como DEUS repartiu a cada um medida da fé "(Rm 12:3).
 
"ser da mesma opinião uns com os outros, segundo CRISTO JESUS" (15:05). Paulo poderia, portanto, confiadamente aconselhar a igreja imatura e dividida em Corinto para "alegrar-se, ser completa, ser consolada, ser da mesma opinião, viver em paz, e o DEUS de amor e paz estará convosco" (2 Cor 13:11).  
 
A segunda marca de unidade espiritual é manter o mesmo amor, que flui para fora e aumenta o "ser da mesma opinião." Para ter o mesmo amor é amar os outros da mesma forma. Em um nível puramente emocional, com igual amor pelos outros é impossível, porque as pessoas não são igualmente atrativas. Ágape (amor), no entanto, é o amor de vontade, não de preferência ou atração. É baseado em uma escolha intencional, consciente de buscar o bem-estar de seu objeto.
 
Para ter o mesmo amor é para "se dedicar um ao outro em amor fraternal, [dando] preferência uns aos outros em honra", e inclui o desejo de servir aos outros por coisas como "contribuir para as necessidades dos santos, [e ] praticar a hospitalidade "(Rm 12:10, 13). Como Paulo continua a dizer nessa passagem, o amor ágape engloba os incrédulos, até mesmo aqueles que os perseguem são para ser abençoado e não amaldiçoado (v. 14). Mas, no presente texto, Paulo está se concentrando no mesmo amor especial e mútuo que os crentes devem ter uns pelos outros, o amor que ele fala em outra carta como "o amor de cada um de vocês para um outro [que] se torna cada vez maior "(2 Ts. 1:3).  
 
Em sua primeira carta, João deixa inequivocamente claro que o amor pelos outros crentes caracteriza um cristão genuíno: "Nós sabemos que passamos da morte para a vida", diz ele, "porque amamos os irmãos. Aquele que não ama permanece na morte "(1 João 3:14). Em outras palavras, a falta de amor em pelo menos algum grau de ágape genuíno (amor) para outros cristãos expõe a falta de salvação. O amor verdadeiro não é meramente sentimental, mas afeto a serviços sacrificiais. "Aquele que tiver bens deste mundo e vir o seu irmão em necessidade e fechar o seu coração contra ele, como o amor de DEUS permanecerá nele?" A Igreja regida pela humildade altruísta (Fp 2:3) produz vidas que transbordam com o amor genuíno e prático entre os crentes. Por outro lado, pecaminoso, o pensamento egocêntrico inibe amor e unidade. Dissensão e falta de unidade na igreja inevitavelmente resultam de falta de amor.  
 
A terceira marca da unidade espiritual está sendo unidos em espírito, que está intrinsecamente relacionado a ter a mesma mente e manter o mesmo amor. Sumpsuchos (unidos) significa literalmente "aquele de alma" e é usado somente aqui no Novo Testamento. Ele tem a mesma ênfase que "um espírito" de que fala 1:27. Para estar unidos em espírito e viver em harmonia altruísta com os irmãos. Por definição, exclui a ambição pessoal, egoísmo, ódio, inveja, ciúme, e os males inúmeros outros que são o fruto do amor-próprio.  
 
A unidade envolve uma preocupação profunda e apaixonada por DEUS, Sua Palavra, Sua obra, Seu evangelho, e Seu povo. Se existem dois cristãos, não importa o seu nível de maturidade espiritual e conhecimento das Escrituras, vão entender tudo exatamente de maneiras iguais porque se eles são controlados por humildade e amor, eles serão verdadeiramente unidos em espírito. Eles não vão permitir diferenças irrelevantes a dividi-los ou impedir o seu serviço para o Senhor.
 
A quarta marca de unidade espiritual é estar com a intenção de um objetivo, que é o companheiro natural de três anterior. Com a intenção de um propósito traduz uma forma participial de Phroneo, que Paulo usou no início deste verso ("o ser da mente ...") e usa novamente no versículo 5 ("ter atitude ..."). A frase a ser en phronountes (com a intenção de um objetivo) significa, literalmente, "pensando uma coisa" e, portanto, é praticamente sinônimo de ter "o mesmo espírito."  
 
Neste versículo o apóstolo apresenta um círculo completo de unidade - de uma mente, a um amor, um só espírito, para um propósito, que, como já foi dito, refere-se basicamente de novo à mente. Estes quatro princípios são complementares, sobrepondo-se e inseparáveis. A mesma idéia básica é expressa de quatro formas, cada uma com uma ênfase um pouco diferente, mas importante.  
 
Em Colossenses, Paulo resume bem estas marcas de unidade espiritual: Então, como aqueles que foram escolhidos de DEUS, santos e amados, de um coração de compaixão, bondade, humildade, mansidão e paciência; união de uns com os outros, e perdoando-vos uns aos outros, quem não tem uma queixa contra ninguém, assim como o Senhor vos perdoou, assim também você deveria. Além de tudo isto sobre o amor, que é o perfeito vínculo de união. Deixe que a paz de CRISTO domine em vossos corações, para que de fato você fostes chamados em um corpo, e ser grato. Que a palavra de CRISTO habite em vós, com toda a sabedoria, ensinando e admoestando uns aos outros com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando com gratidão em vossos corações a DEUS. (3:12-16).
 
 
 
OS MEIOS ADEQUADOS PARA OBTER UNIDADE ESPIRITUAL
 
Nada façam por ambição egoísta ou por vaidade, mas humildemente considerem os outros superiores a si mesmos. Cada um cuide, não somente dos seus interesses, mas também dos interesses dos outros. (2:3–4).
 
Ao apresentar estes cinco meios, Paulo responde à questão de como a unidade espiritual genuína é alcançada.
 
Depois de dizer nos versos 1-2, estes meios exigem pouca explicação ou comentário.
 
Como as quatro marcas de unidade espiritual, estes cinco meios estão inter-relacionados e inseparáveis. Três são negativos e dois positivos.  
 
Não é de estranhar que rejeitar o egoísmo é o primeiro da lista, uma vez que é a raiz de todos os outros pecados.
 
Foi colocando sua vontade acima de DEUS que Satanás caiu (cf. Isa. 14:12-17), e foi colocando suas próprias vontades acima de DEUS que Adão e Eva trouxeram o primeiro pecado ao mundo (Gn 3). A vontade própria tem sido o cerne de todo pecado subseqüente. Não há verbo (fazer) no texto grego, mas a forma gramatical (Meden kat eritheia, lit., "Nada por meio do egoísmo") expressa um comando negativo. Essa proibição vai muito além de mera ação; egoísmo é também ser totalmente excluído dos pensamentos mais íntimos do coração de DEUS.  
 
Paulo usou eritheia (egoísmo) no início desta carta, onde foi proferida "ambição egoísta" (1:17). Como observado na discussão desse texto, o termo não tinha originalmente uma conotação negativa e se limitou a remeter para uma diarista. Mas veio a ser usado metaforicamente, e quase exclusivamente, de uma pessoa que procura persistentemente vantagem pessoal e de ganho, independentemente do efeito sobre os outros. Muitas vezes era usada para a preservação e busca de auto-serviço injusta de cargos políticos. Ao tempo do Novo Testamento, que passou a significar desenfreada ambição egoísta em qualquer campo de atuação. Por razões óbvias, eritheia foi muitas vezes associada a rivalidade pessoal entre os partidos, brigas, disputas internas e conflitos. É geralmente realizada a idéia de construir a si mesmo, como em jogos de azar, onde o ganho de uma pessoa é derivada de perdas dos outros. A palavra descreve com precisão alguém que se esforça para promover a si mesmo usando a bajulação, a fraude, falsa acusação, contenda, e qualquer outra tática que parece vantajosa. Não é de surpreender, então, que Paulo listas eritheia ("disputas") como uma das obras da carne (Gl 5:20).  
 
O egoísmo é um pecado demorado e destrutivo. A primeira vítima e inevitável é a pessoa que o manifesta, mesmo que ninguém seja prejudicado. Porque este pecado, como qualquer outro, começa em um coração pecaminoso, qualquer pessoa pode cometê-lo, independentemente de se há uma oportunidade para que possa ser expressa externamente. Mesmo quando não se manifesta exteriormente existe o egoísmo, a raiva, o racismo, o ressentimento ou o ciúme. Nenhuma igreja, mesmo a mais doutrinariamente e espiritualmente madura, não está imune à ameaça do pecado, e nada pode mais rapidamente dividir e enfraquecer uma igreja. Ambição egoísta é muitas vezes vestida de retórica piedosa por aqueles que estão convencidos de suas próprias habilidades superiores na promoção da causa de CRISTO.  
 
A julgar pelo registro do Novo Testamento, nenhuma igreja teve um problema maior com esse pecado do que o de Corinto. Paulo implorou-lhes: "Exorto-vos, irmãos, pelo nome de nosso Senhor JESUS CRISTO, que todos concordam e que não haja divisões entre vós, mas que sejam completos em um mesmo pensamento e no mesmo parecer. Por eu ter sido informado acerca de vós, meus irmãos, por familiares de Cloe, que há contendas entre vós "(1 Cor. 1:10-11). Várias facções havia na igreja que preferiam ou Apolo, ou Pedro, ou Paulo. Um grupo, provavelmente o mais hipócrita, alegou seguir apenas "CRISTO." Mas "Está CRISTO está dividido?" O apóstolo perguntou com espanto. "Paulo foi crucificado por causa de você? Fostes batizados em nome de Paulo "(vv.12-13;. Cf 3:4-6)?. Em uma repreensão forte, mais tarde ele disse-lhes: Eu, irmãos, não vos pude falar como a espirituais, mas como a homens carnais, como a crianças em CRISTO. Eu lhes dei leite para beber, não alimento sólido, pois vocês não estavam em condições para recebê-lo. Na verdade, até agora vocês ainda não são capazes, porque ainda são carnais, uma vez que há inveja e divisão entre vocês, vocês não são carnais, e vocês não estão andando como meros homens sem conhecimento de DEUS? (3:1-3). 
 
Promover a causa de CRISTO e a unidade de sua igreja estava longe de suas principais finalidades. Ambição egoísta é produzida pelas "obras da carne" (Gl 5:19-20). Envenena mesmo os trabalhos feitos em nome de causas claramente bíblicas. Hipocritamente a pretensão de servir a DEUS enquanto na verdade, estavam servindo a si mesmos era a marca dos escribas e fariseus (cf. Matt. 15:1-9).  
 
Discórdia e divisão são inevitáveis quando as pessoas se concentram em si próprios para a exclusão de outros na igreja. Muitas vezes, um foco tão estreito surge pela paixão genuína para um ministério importante. Onde quer que haja "inveja e espírito faccioso", qualquer que seja a causa ", há desordem e toda espécie de males" (Tiago 3:16).  
 
 
 
Um segundo meio para promover a unidade espiritual é abandonar a presunção vazia.
 
"vanglória." Refere-se a uma exagerada auto-promoção, que nada mais é que vaidade vazia. Considerando que a ambição egoísta persegue objetivos pessoais, vanglória busca a glória pessoal e aclamação. Pertence a realizações pessoais, a uma super valorização da auto-imagem. Compreensivelmente, uma pessoa com tal presunção considera-se sempre estar certo e espera que os outros concordem com ele. A unidade só e valores são centrados em si mesmo.  
 
Vanglória é o orgulho arrogante, ser "sábio em sua própria estimativa" (Rom. 11:25). Os gregos antigos não admiravam a humildade, pensando que era um sinal de fraqueza. Mas mesmo eles reconheceram que a supervalorização de uma pessoa de si mesmo pode se tornar tão exagerado a ponto de ser presunçoso e desprezível. A palavra usada pode ser arrogância. Em sua longa lista de pecados que caracterizam o descrente, a humanidade rebelde, Paulo usa uma palavra derivada de arrogância, que é traduzida como "insolente" (Rom 1:30). Em sua carta às igrejas da Galácia, ele advertiu: "Porque, se alguém pensa ser alguma coisa quando ele não é nada, ele engana a si mesmo" (Gal. 6:3). Porque vanglória é, por natureza, auto-enganoso, os crentes devem estar em constante guarda contra ela. É um inimigo implacável da unidade espiritual.  
 
 
 
O terceiro meio de promover a unidade espiritual que Paulo menciona aqui é positivo: a humildade de espírito.
 
É o oposto da ambição egoísta e da vaidade vazia e é o corretivo para eles. A humildade de espírito é o alicerce do caráter cristão e da unidade espiritual. Não é por acaso que a primeira bem-aventurança é fundacional refere-se a ser "pobre de espírito" (Mateus 5:3), que é sinônimo de humildade de espírito.  
 
A humildade de espírito traduz a palavra grega tapeinophrosune, que literalmente significa "humildade de espírito." Em Atos 20:19 e 4:2 Efésios ela é traduzida como "humildade". Na literatura grega secular, os tapeinos adjetivo ("humilde") foi usado exclusivamente de uma forma irônica para um escravo. Ele descrevia o que foi considerado base, comum, sem condições, e tendo pouco valor. Assim, não é surpreendente que a tapeinophrosune substantivo não tem sido encontrada em qualquer literatura extra bíblica grega antes do segundo século. Parece, portanto, ter-se originado no Novo Testamento, onde, juntamente com seus sinônimos, ele sempre tem uma conotação positiva. A humildade de espírito é o oposto do orgulho, pecado que sempre separou os homens caídos de DEUS, tornando-os, com efeito, servos de seus próprios deuses.  
 
A humildade é também uma virtude dominante no Velho Testamento. "Quando vem a soberba, então vem a desonra", alerta Salomão ", mas com os humildes está a sabedoria" (Pv 11:2). Mais tarde, ele declara: "É melhor ser humilde de espírito com os humildes do que repartir o despojo com os soberbos" (16:19). Zacarias descreve o rei de vinda messiânica como "justo e dotado de salvação, humilde e montado num jumento, mesmo em um jumentinho, filho de jumenta" (Zc 9:9), uma profecia que Mateus aplica especificamente a entrada triunfal, mas humilde de JESUS em Jerusalém no Domingo de Ramos (Mateus 21:5).  
 
Moisés era "muito humilde, mais do que qualquer homem que estava na face da terra" (Num. 12:3). Davi disse: "Por que o Senhor é exaltado, Ele respeita os humildes, mas o arrogante Ele conhece de longe" (Sl 138:6). Em outro salmo, ele escreveu: "Os humildes herdarão a terra" (Sl 37:11), uma passagem que JESUS citou nas bem-aventuranças: "Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra" (Mateus 5:5). JESUS descreveu a Si mesmo como "manso e humilde de coração" (11:29). Sem orgulho ou a hipocrisia, Paulo poderia testemunhar honestamente a respeito de si mesmo aos anciãos de Éfeso: "Vós bem sabeis, desde o primeiro dia que entrei na Ásia, como eu estava com vocês o tempo todo, servindo ao Senhor com toda a humildade" ( Atos 20.18-19). Três vezes em dois versículos em sua primeira carta Pedro chama à humildade: "Todos vocês, revesti-vos com humildade em relação ao outro, porque DEUS resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes. Portanto, humilhem-se sob a poderosa mão de DEUS, que Ele vos exalte no tempo apropriado "(1 Pedro 5:5-6).  
 
Isso não significa fingir que os outros são mais importantes, mas acreditar que os outros realmente são mais importantes.  
 
Mais importante traduz uma forma participial de huperecho, que incorpora a palavra grega da qual é tomada a palavra hiper do Inglês. Ele intensifica e eleva o que está em vista, de modo que isso significa "para exceder, ultrapassar, ou ser superior a." Em Romanos, Paulo usa a palavra para falar da "BCE [lit. 'Supreme'] autoridades "para que" cada pessoa é estar em sujeição "(Rm 13:1; cf.1 Pedro 2:13). Mais tarde, na presente carta, Paulo usa a palavra para descrever "a superação [supremo, insuperável] valor do conhecimento de CRISTO JESUS, meu Senhor" (Fp 3:8), e para proclamar que "a paz de DEUS, que excede [muito superior, é superior a] todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em CRISTO JESUS "(4:7). É claro que Paulo tem em mente uma visão de outros, que não é natural ao homem natiural e é extremamente difícil para os crentes alcançarem. Talvez a melhor maneira de abordar esse desafio aparentemente irreal e impossível seja para os crentes levarem em consideração os seus próprios pecados. Os crentes sabem muito mais sobre seus próprios corações do que o coração dos outros. Reconhecendo o pecado de seus corações deve excluir qualquer arrogante auto-exaltação. Se Paulo via a si mesmo como "o menor dos apóstolos, e não sou digno de ser chamado apóstolo" (1 Cor. 15:9), "o mínimo de todos os santos" (Ef 3:8), e até mesmo o maior dos pecadores (1 Tm 1:15.), como poderia qualquer crente honestamente pensar em si mesmo em qualquer modo mais elevado?
 
 
 
Um quarto meio para promover a unidade espiritual é a admoestação negativa, não se limitam a olhar para seus próprios interesses pessoais.
 
Skopeo (olhar para) significa observar algo. Mas, como neste contexto, que muitas vezes levou as idéias adicionais de dar atenção e consideração especial. Ao incluir apenas (assim como também na frase seguinte), o apóstolo exclui a idéia bíblica de que o ascetismo reflete um nível mais profundo da espiritualidade e ganha aprovação divina especial. Pelo contrário, é uma manifestação sutil e enganosa de orgulho legalista.  
 
Paulo cuidadosamente disciplinava seu próprio corpo para torná-lo seu escravo, para evitar tornar-se seu escravo e, assim, desqualificar-se para o ministério (1 Coríntios. 9:27). Ele experimentou o "trabalho e fadigas, muitas noites sem dormir, com fome e sede, muitas vezes sem comida, frio e nudez" (2 Coríntios. 11:27). Mas ele nunca fez isso propositadamente para causar qualquer dano auto-infligido ao seu corpo. Durante Seu ministério terreno, JESUS nem praticou, nem aprovou a auto-flagelação de seu próprio corpo. Ele comia e dormia regularmente, teve cuidado de seu corpo, e esperava que seus seguidores fazessem o mesmo. Note-se que o jejum bíblico (Mt 6:16-17; 9:14-15) não está relacionado com o ascetismo auto-destrutivo.  
 
Os problemas surgem quando a defesa da Palavra de DEUS torna-se obscurecida pela auto-defesa.
 
É uma tragédia imensurável que a cultura moderna (incluindo grande parte da igreja) com a influência da psicologia secular, rejeitou os princípios divinamente ordenados de humildade e abnegação.
 
 
 
O quinto e último meio Paulo menciona aqui para promover a unidade espiritual é o de olhar para os interesses dos outros.
 
É o lado positivo do princípio anterior, não apenas olhando para os próprios interesses pessoais. Como os outros, este princípio está relacionado principalmente às relações entre os crentes, especialmente aqueles que trabalham juntos no ministério. É ampla e geral, sem mencionar quaisquer interesses particulares ou sugerindo que é incluído por outros.  
 
Tal como os outros princípios mencionados aqui, olhando para os interesses dos outros é indispensável para a unidade espiritual. Também este exige um esforço deliberado e persistente para aplicar sinceramente e incondicionalmente a decisão de se esforçar. E, embora o significado é óbvio e fácil de entender, é difícil de aplicar. É o resultado prático do comando excessivamente difícil a considerar os outros como mais importante do que nós mesmos.  
 
Entre outras coisas, olhando para os interesses dos outros requer crentes para "alegrar-se com os que se alegram e choram com os que choram" (Rm 12:15), para melhorar continuamente a "buscar as coisas que servem para a paz e a edificação um do outro, "para não" comer carne ou beber vinho ... ou ... fazer alguma coisa pela qual o irmão tropece "(14:19, 21), e para" suportar as fraquezas dos que, sem força não agradam a nós mesmos"(15:1). É o "suportar cargas uns dos outros, e assim cumprir a lei de CRISTO" (Gal. 6:2).
 
 
 
 
 
 
 
 
Nosso assunto de hoje pode ser melhor assimilado também quando fazemos um estudo sobre nossa responsabilidade como cristãos:
 
O crente em JESUS tem grande responsabilidade, diante de DEUS e dos homens, para que, com seu testemunho, glorifique o nome do Senhor. 
“VÓS SOIS O SAL DA TERRA”
1. Propriedades do sal.
Na Química, o sal é chamado Cloreto de Sódio. Esta substância tem propriedades importantes. Por isso, JESUS a usou para tipificar o papel daqueles que são seus discípulos. 
a) O sal preserva.
Desde tempos imemoriais, o sal tem sido utilizado pelos povos como substância conservante, que preserva as características dos alimentos. O cristão, como o sal espiritual, tem a capacidade de preservar o ambiente sob sua influência. O crente tem o dever de “salgar” para preservar sua família, seus amigos, crentes ou não e todos os que estejam de uma forma ou de outra sob sua influência.

b) O sal dá sabor. Uma comida sem sal nunca é vista como saborosa. Normalmente, é indicada para pessoas que estão com problemas de saúde, para quem é contra-indicado o uso do sal. A Bíblia registra a importância do sal, como elemento que dá sabor: “Ou comer-se-á sem sal o que é insípido? Ou haverá gosto na clara do ovo?” (Jó 6.6). Da mesma forma, o crente em JESUS tem a propriedade de dar sabor espiritual ao ambiente em que vive, à vida dos que lhe cercam. É necessário ter sal na vida, ou seja, um viver cheio de alegria, de poder, entusiasmo, cheio do ESPÍRITO SANTO.
2. Sal na medida.
Uma das características do sal é sua “humildade”. Ele preserva e dá sabor, sem aparecer. Assim é o crente fiel. Ele é humilde.

Não faz questão de aparecer. Quando o sal “aparece”, pelo excesso, ninguém suporta. O crente como sal prega mais com a vida do que com palavras.  Há os que não têm mais sal em suas vidas. São os liberalistas, que se acomodam com o mundanismo, e dizem que nada é pecado. É preciso ter equilíbrio no testemunho. Paulo disse: “A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para que saibais como vos convém responder a cada um” (Cl 4.6).

“VÓS SOIS A LUZ DO MUNDO” 
Fazendo uso de metáforas, JESUS afirmou que os seus discípulos são “a luz do mundo”. Figura extraordinária essa! Diferentemente do sal, que não é visto em ação, a luz só tem valor quando é percebida, quando aparece.
1. O testemunho elevado.
Comparando seus seguidores como luz do mundo, JESUS disse que “não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte”. Ele “nos ressuscitou juntamente com ele, e nos fez assentar nos lugares celestiais, em CRISTO JESUS” (Ef 2.6). O salmista reconhecia essa posição elevada, quando disse: “Leva-me para a rocha que é mais alta do que eu” (Sl 61.2).
2. Crentes no velador.
JESUS disse que não se “acende uma candeia e se coloca debaixo do alqueire, mas no velador, e dá luz a todos os que estão na casa” (v.15). “Mas quem pratica a verdade vem para a luz, a fim de que as suas obras sejam manifestas, porque são feitas em DEUS” (Jo 3.21). Infelizmente, há pessoas nas igrejas, que se colocam debaixo do alqueire do comodismo, da indiferença, da falta de fé e de ação, e apagam-se, por lhes faltar o oxigênio da presença de DEUS.
3. O testemunho que resplandece (v.16).
“Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens...” O crente em JESUS não tem luz própria. Ele não é estrela, com luz própria. Ele pode ser comparado a um planeta, que é um astro iluminado por uma estrela, em torno do qual ele gravita. Na verdade, nós somos iluminados por JESUS. Com nosso testemunho, precisamos esparzir a “luz do evangelho da glória de CRISTO” (2 Co 4.4). 
4. “Para que vejam as vossas boas obras”.
O crente, como luz, dá seu testemunho, através das boas obras de salvo, “Porque somos feitura sua, criados em CRISTO JESUS para as boas obras, as quais DEUS preparou para que andássemos nelas” (Ef 2.10). Paulo, exortando os crentes acerca do testemunho, disse que fizessem tudo “para que sejais irrepreensíveis e sinceros, filhos de DEUS inculpáveis no meio duma geração corrompida e perversa, entre a qual resplandeceis como astros no mundo” (Fp 2.15). Em Provérbios, lemos: “Mas a vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito” (Pv 4.18).

CONCLUSÃO
O testemunho cristão, segundo os ensinos de JESUS, deve ser de tal modo elevado, que os homens possam ver as boas obras do crente, e glorifiquem a DEUS por causa delas.
 
 
 
OBJETIVOS - Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
Compreender as características comportamentais de um cidadão do céu.
Contextualizar o comportamento digno do crente ante uma posição oposta.
Promover a unidade da igreja.
 
 
 
RESUMO DA LIÇÃO 3 -  O COMPORTAMENTO DOS SALVOS EM CRISTO
I. O COMPORTAMENTO DOS CIDADÃOS DO CÉU (1.27)
1. O crente deve "portar-se dignamente".
 
2. Para que os outros vejam.
 
3. A autonomia da vida espiritual.
 
II. O COMPORTAMENTO ANTE A OPOSIÇÃO (1.28-30)
1. O ataque dos falsos obreiros.
 
2. O objetivo dos falsos obreiros.
 
3. Padecendo por CRISTO.
 
III. PROMOVENDO A UNIDADE DA IGREJA (2.1-4)
1. O desejo de Paulo pela unidade.
 
a) Consolação de amor, comunhão no ESPÍRITO e entranháveis afetos e compaixões.
 
b) Mesmo amor, mesmo ânimo e sentindo uma mesma coisa.
 
2. O foco no outro como em si mesmo.
 
3. Não ao individualismo.
 
 
 
SINOPSE DO TÓPICO (1) - O comportamento de um cidadão do céu reflete a autonomia espiritual que o crente deve apresentar no relacionamento com o outro.
SINOPSE DO TÓPICO (2) - O cidadão do céu enfrentará ataques de cristãos não comprometidos com o Evangelho, por isso, ele deve estar cônscio que o seu chamado é o de padecer por CRISTO.
SINOPSE DO TÓPICO (3) - O cidadão do céu deve ter o foco no outro como o tem em si mesmo. Ali, não deve haver lugar para o individualismo.
 
 
VOCABULÁRIO
Arrebol: Vermelhidão do pôr do sol.
Hedonitas: Pessoas que consideram o prazer individual e imediato o único bem possível.
Sectarismo: Partidarismo; tendência a preferir, ou formar, um grupo em detrimento do todo.
Sibaritas: Da antiga cidade grega de Síbaris (Itália). Pessoas dadas a indolência ou à vida de prazeres, por alusão aos antigos habitantes de Síbaris, famosos por suas riquezas e voluptuosidade.
 

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA
HOLMES, Arthur F. Ética: As decisões Morais a Luz da Bíblia. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2000.
PACKER, J. I. O Plano de DEUS Para Você. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2004.
 

SAIBA MAIS - Revista Ensinador Cristão - CPAD, nº 55, p.37.
 
 
 

 

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